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sábado, 12 de janeiro de 2013

Lulas recheadas da Mãmi

Ano novo, rubrica nova. Para além das nossas receitas, 2013 vai trazer-nos receitas de família e amigos. Sim, porque vivemos rodeados por pessoas com um talento imenso para a culinária e é prazer convidá-los a partilhar as suas especialidades através do nosso blogue. Como não poderia deixar de ser, a estreia é com uma receita da minha Mãmi, que cozinhou um dos nossos favoritos.
Lulas recheadas

4 lulas frescas grandes (cerca de 1,2 kg) com as perninhas picadas
2 dentes de alho, picados
Presunto, cortado em pedacinhos
Miolo de pão escuro
Sumo de limão
Vinho branco
Azeite
Sal e pimenta

Refogar a perninhas das lulas em alho e azeite num tacho grande. Juntar o presunto, temperar com pimenta e deixar apurar. Molhar o miolo de pão em água, escorrer bem e juntar à mistura das perninhas de lula, mexendo bem até ter uma pasta homogénea. Rechear as lulas com a mistura e fechá-las com um ou dois palitos. Colocar as lulas recheadas de volta ao tacho da mistura onde já está o segundo alho refogado em azeite, juntar vinho branco e deixar cozinhar durante cerca de 30 mins ou até as lulas estarem tenras. Entretanto, regar com sumo de limão e temperar com sal e pimenta. Servir polvilhadas com coentros secos picados e acompanhadas por arroz branco e pão (que fica divinal molhado no molho das lulas!). 
New year, new rubric. Apart from our recipes, 2013 will also bring recipes from our family and friends. Simply because we are surrounded by talented people and it's a pleasure to invite them to share their specialties in our blog. The first person invited was my Mom who gave us the honour of cooking one of our all time favorite meals.

Stuffed squid

4 large fresh squids (around 1,2 kg) with minced legs
2 garlic cloves, finelly chopped
Ham, finelly chopped
Breadcrumbs from a dark bread
Lemon juice
White wine
Olive Oil
Salt and peper

In a large saucepan, braise the squid legs in garlic and olive oil. Add the ham, season with peper cook until tender. Soften the breadcrumbs in water, drain well and add to the squid legs, mixing well to a smooth paste. Stuff the squids with this mix and close them with one or two toothpicks. Put the squid back in the large saucepan where the second garlic clove is already golden in olive oil. Pour in white wine and leave to cook for 30 mins or until the squid are tender. Meanwhile, drizzle lemon juice over the squid and season with salta and peper. Serve the squid topped with dry coriander leaves and sided with white rice and bread (lots of good bread to dip in the sauce!).

terça-feira, 8 de janeiro de 2013

Murgh Makhani


(scroll down for English)

A comida indiana é fascinante. Toda ela é alegria, explosão de cores e sabores. Como se os pratos estivessem em festa, numa missão perpétua de estimular os sentidos. Reinam as especiarias e ervas, em combinações geniais. E a multiculturalidade das várias regiões está bem representada no mapa das refeições. Temos um pouco de tudo para experimentar e é impossível não nos rendermos a tamanha diversidade. Por cá apreciamos bastante. E de quando em vez lá nos aventuramos a experimentar alguns dos nossos favoritos.
Murgh Makhani
(adaptado de "O livro Essencial da Cozinha Asiática")

1,2kg de peito de frango
1 c.chá de sal
1 limão pequeno (sumo)
1 chávena de iogurte natural
1 cebola média picada
2 dentes de alho esmagados
3 c.chá de gengibre fresco ralado
1 malagueta picada
2 c.chá de garam masala
125ml de puré de tomate
125ml de água
2 c.chá de gengibre fresco ralado
250ml de natas de soja
1 c.chá de garam masala
1/4 c.chá de malagueta em pó
1 c.sopa de sumo de limão
1 c.chá de cominhos moídos
100g de ghee

Cortar o frango em cubos e salpicar com o sal e o sumo de limão. Misturar o iogurte, a cebola, o alho, o gengibre, a malagueta e garam masala num robot até estar uma pasta homogénea. Colocar o frango a marinar nesta pasta durante 4h dentro do frigorífico. Retirar o frango e escorrer. Colocar o frango numa panela com o puré de tomate com a água, o gengibre, as natas, garam masala, malagueta em pó, sumo de limão e cominhos e deixar cozinhar até estar tenro. Adicionar a ghee e deixar derreter, misturando bem com o restante molho. Servir com arroz basmati simples.
Como não foram utilizados os corantes alimentares característicos desta receita, o frango não apresenta uma cor tão viva como quando é servido nos restaurantes. Numa próxima oportunidade vamos trocar a água por leite de coco.
Indian food is fascinating. It screams joy, an explosion of colors and flavors. As if meals are part of a massive party, in a perpetual mission for stimulating our senses. Spices and herbs dominate in genius combinations. And the multfculturality of the Indian regions is well represented in the gastronomic map. There's a bit of everything for us to taste and it is impossible not to fall in love with such diversity. We are fans. And, once in a while, we take the risk, we plunge and dare to cook some of our favorite dishes.

Murgh Makhani
(adapted from "The Essential Book of Asian Food")

1,2kg chicken breast
1 tsp salt
1 small lemon (juice)
1 cup natural yoghurt
1 medium onion, chopped
2 garlic cloves, crushed
3 tsp fresh ginger, grated
1 chili, chopped
2 tsp garam masala
125ml tomato purée
125ml water
2 tsp fresh ginger, grated
250ml soya cream
1 tsp garam masala
1/4 tsp chili powder
1 tbsp lemon juice
1 tsp ground cumin
100g ghee

Cut the chicken in cubes, sprinkle with the salt and lemon juice. In a blender, blitz the yoghurt, onion, garlic, ginger, chili and garam masala to a smooth paste. Leave the chicken to marinate in this mix for 4h in the fridge. Drain the chicken and place it in a saucepan with the tomato puré, water, ginger, cream, garam masala, lemon juice an cumins and cook until tender. Melt in the ghee and mix thoroughly. Serve with white basmati rice.
Since we didn't use the food dyes, the chicken does not have the vibrant colors that normally has when eaten in restaurants. Next time we will substitute the water for coconut milk.

domingo, 23 de dezembro de 2012

Quiche de salmão fumado e as cores do nosso Natal

O Natal tem muitas cores. Todas aquelas que quisermos que tenha. Todas aquelas que fazem sentido para nós. Tem as cores da família. Tem as cores dos amigos. Tem as cores da saudade.
O Natal tem muitos aromas. Da comida de sempre. Da comida que agora se faz. O aroma dos aperitivos e dos digestivos. O aroma do café e do chá. Os aromas das pessoas, com os seus perfumes inebriantes que chegam até nós em abraços de amor e carinho.
O Natal tem muitas pessoas. Mesmo quando à mesa se sentam poucos. Tem a presença daqueles que já cá não estão. E dos que estão longe por motivos de força maior. 
O Natal tem de tudo um pouco. E este ano tem a esperança de que os dias futuros sejam alegres, risonhos e solarengos, com tudo aquilo de bom a que todos temos direito. 
A todos os que por aqui passam desejamos um Feliz Natal, com muita alegria, saúde e mesa farta!
Quiche de salmão fumado

1 base caseira de massa quebrada feita com farinha integral e aromatizada com cebolinho seco
4 ovos
350ml de kefir espesso
1 limão (raspa)
300g de ervilhas cozidas
250g de queijo feta
200g de salmão fumado
Rúcula q.b.
Sal e pimenta

Enquanto a base de massa quebrada está no forno, preparar o recheio da quiche: bater os ovos com o kefir e a raspa de limão, temperando com um pouco (mesmo pouco pois o feta já é salgado) de sal e pimenta moídos na hora. Cortar o salmão em pequenos pedaços. Assim que a base sair do forno, cobri-la com as ervilhas, distribuir o salmão e polvilhar com o feta esmigalhado. Salpicar tudo com rúcula e deitar o preparado de kefir e ovos por cima. Levar novamente ao forno, a 180º C durante 45 mins.
Servir a quiche com a nossa salada favorita numa versão melhorada: rúcula, dióspiro-maçã, queijo de cabra de pasta mole e bagos de romã, tudo temperado com creme balsâmico.

terça-feira, 11 de dezembro de 2012

Linguine al nero di sepia com lulas salteadas

Das coisas boas e simples da vida. Ingredientes frescos e saborosos como estrela da refeição. Merecem-no. Por mérito próprio. E assim, sem grandes complicações, se faz um jantar que satisfaz e delicia até os palatos mais exigentes. Talvez fosse da fome, ou da frescura, ou até do sabor a mar, mas esta simplicidade pareceu-nos perfeita. 
Linguine al nero di sepia com lulas salteadas

500g de linguine al nero di sepia
1kg de lulas frescas, limpas, cortadas em rodelas
Azeite
Sal e piri-piri
2 dentes de alho, grandes, esmagados
80ml de vinho branco
1/2 limão (sumo)
1 c. chá de amido de milho

Num tacho de grandes dimensões, alourar os alhos com o azeite. Introduzir as lulas, deixando corar durante alguns minutos. Juntar o vinho branco, sal e piri-piri e deixar cozinhar durante cerca de 30 mins. Findo este tempo, provar uma lula. Caso ainda não estejam tenras, cozinhar mais 10 mins. Entretanto, cozer a massa em água abundante com sal. Escorrer, passar por água fria para parar a cozedura e reservar. Misturar o amido de milho com o sumo de limão e adicionar às lulas, para engrossar o molho. Depois de levantar fervura, incorporar a massa, misturando bem. Servir acompanhado de um bom vinho maduro tinto.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Bolo de mel, azeite e limão

Os sabores e cheiros da infância ficam gravados na memória e acompanham-nos através dos tempos. Lembro-me de ser pequena e estar em casa da minha avó Ana inebriada pelo cheirinho a cevada, preparada numa cozinha branca, de janela com vista para o rio e um frigorífico quase cor de rosa. Lembro-me dos preparativos para o Natal, sempre regidos com mão de ferro pela minha avó Fernanda, do cheiro a rabanadas e do sabor da aletria ainda morna. Lembro-me de rapar as taças dos bolos que a minha mãe fazia e de pensar que a massa era bem melhor que o bolo e que não percebia porque é que ela não me deixava mais massa agarrada na taça. Lembro-me dos pães de azeite que a avó Alcina (a avó da minha prima) trazia de Trás-os-Montes e eu devorava como se não houvesse amanhã. E este bolo, que veio do maravilhoso Hoje para jantar, fez-me recordar todos esses momentos numa só fatia. Obrigada Vera!
Bolo de mel, azeite e limão
(adaptado de Bolo de S. Vicente do blogue Hoje para jantar)


200 g de açúcar amarelo
1/2 chávena de azeite
1/2 chávena de mel de rosmaninho
300 g de farinha para bolos
5 ovos
1/2 cálice de Moscatel de Setúbal
1 c. chá bem cheia de fermento
1 limão (raspa)

Misturar o azeite com o açúcar e bater muito bem. Juntar os ovos, um a um, batendo cerca de 1 minuto entre cada. Adicionar o mel, o vinho, a raspa de limão e por fim a farinha com o fermento. Colocar a massa numa forma com buraco, untada e enfarinhada e levar ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante cerca de 1h. Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.
(Nota: deve ficar também maravilhoso se lhe adicionarmos algumas especiarias, como canela, gengibre, noz-moscada, cravinho, etc...)

sábado, 1 de dezembro de 2012

Picadinho de carne com puré caseiro

Lembram-se das beringelas recheadas? Pois bem. Sempre que as preparamos, fazemos uma quantidade de recheio nos permita utilizar uma boa parte num outro dia, para uma nova refeição. Fica excelente com massa, polvilhado depois com feta em azeite aromatizado. Desta vez acompanhou um puré feito na hora. E, apesar de simples, é um jantar repleto de sabor e perfeito para levar na marmita. De vez em quando sabe mesmo bem chegar a casa e saber que podemos namorar mais um pouquinho porque o jantar é "canja".
Picadinho de carne com puré caseiro

Picado de rechear beringelas (daqui ou daqui)
1kg de batatas para cozer
Margarina vegetal
Noz moscada
Leite
Sal e pimenta

Descascar e cozer as batatas em água e sal até estarem bem molinhas. Escorrer a água e reduzi-las a puré com um esmagador de legumes, juntar um pouco de leite e de margarina, devolvendo ao lume. Mexer bem para incorporar e ir juntando mais leite, até se obter a consistência desejada. Ralar noz-moscada, adicionar pimenta a gosto e mexer bem. Provar e rectificar os temperos, se necessário. Entretanto, aquecer o picadinho e servir com o puré.

terça-feira, 27 de novembro de 2012

Melitzánes papoutsákia e os sons do silêncio

Num destes domingos solarengos, voltamos a subir à serra. Sentir o vento cortante na pele que nem os raios de sol conseguem acalentar. Ouvir o silêncio, entre pedras, mato rasteiro e cores outonais que se estendem a perder de vista. Aqui, o silêncio é de ouro. E, para quem vive numa cidade atribulada, não há nada mais revigorante nem apaziguador do que apenas ouvir os sons do silêncio. Como se naquele momento não tivéssemos o sentido de audição. Apenas vemos e tocamos a paisagem deslumbrante, sentimos o vento ondulante e quase que o conseguimos saborear. Como se naquele momento a terra deixasse de girar e nós ficássemos ali, cristalizados na eternidade. Como se o nosso coração pulsasse em uníssono com a natureza que nos envolve e nós fizemos parte da serra como as pedras, as plantas, os animais.
Os ares da serra dão fome. Talvez seja desse silêncio tão repleto de sons... e assim, chegados a casa depois de um dia que se espreguiçou numa lentidão compassada, demos asas a mais um baking day. Com tudo aquilo a que o Outono nos dá direito!
Melitzánes papoutsákia (Sapatinhos de beringela recheados)

2 beringelas bem grandes
750g de carne picada
1 cebola média, picada
2 dentes de alho, esmagados
1/4 de pimento vermelho, picado
Vinho branco
Polpa de tomate
Sumo de 1/2 limão
1 colher-sobremesa de amido de milho
Azeite
Sal grosso
Piri-piri
1 colher-chá de noz moscada
1 pau de canela
1 pitada de cravinho
Queijo feta (1 barra Dodoni)
Oregãos

Abrir as beringelas ao meio com um corte longitudinal e retirar a polpa. Num tacho, refogar a cebola e o alho com o azeite e as especiarias. Juntar o pimento e deixar amolecer. Dourar a carne no refogado, juntar a polpa das beringelas em cubinhos, um cálice de vinho, outro de polpa de tomate e deixar cozinhar. Quando a carne estiver quase pronta, diluir o amido de milho no sumo de limão, incorporar na carne e deixar ferver para espessar o molho. Rechear as beringelas com este preparado, colocar o feta em cubinhos por cima e polvilhar com oregãos e regar com um fio de azeite. Levar ao forno a 200ºC até as taças de beringela estarem cozinhadas. 
Servir com feijão verde cozido e salteado em azeite. Encontram outra sugestão de acompanhamento aqui.
Para sobremesa, nada melhor do que umas castanhas assadas!

sexta-feira, 23 de novembro de 2012

Pescada em papelote com cevadotto à portuguesa e o nosso primeiro aniversário

Hoje estamos de parabéns. Há precisamente 1 ano atrás, este blogue deixou de ser feito apenas por mim para passar a ser partilhado com o VelSatiS. Porque, achamos nós, entre "marido" e "mulher" é que se mete a colher. Neste caso veio uma cozinha inteira, apetrechada de equipamentos, utensílios e ingredientes. Vieram as experiências, individuais ou a dois, para nós e para os outros. Um ano depois, é importante reflectirmos sobre o facto de termos um blogue. Dá o seu trabalho, é um facto, mas o saldo é largamente positivo. Muito positivo. Para além das pessoas fantásticas que temos vindo a conhecer, virtualmente falando, através dos blogues que visitamos e que nos visitam, para além do feedback da família e amigos, há algo que é inegável: se já comíamos bem, agora comemos muito melhor. Não, não há lagosta todos os dias, até porque "what you see is what we eat", mas há uma constante procura de informação para que as refeições do dia-a-dia não sejam repetitivas nem monótonas. Procurar novas formas de confeccionar os ingredientes de sempre tem sido muito salutar mas o melhor de tudo tem sido encontrar novos ingredientes, de forma a variarmos ao máximo a alimentação que fazemos. Prova disso é este surpreendente cevadotto :)
Pescada em papelote com cevadotto à portuguesa

4 filetes de pescada
1 limão em rodelas
4 folhas de salva
1 cebola picada
1 dente de alho esmagado
1/3 de cubo de caldo de legumes
1/2 chouriço corrente (Nobre) em cubinhos
1 chávena de cevada em grão bem lavados
1,5L de água a ferver
50g de queijo da ilha ralado
Sal e pimenta moídos na hora
Azeite

Num tachinho, colocar os grãos de cevada com duas chávenas de água fria e cozer a cevada até a água desaparecer. Entretanto, numa frigideira de grandes dimensões, refogar o alho, a cebola, o chouriço e o caldo num pouco de azeite. Adicionar a cevada para alourar e depois juntar 1 chávena de água quente e deixar cozinhar, mexendo de vez em quando, até a água desaparecer. Adicionar novamente 1 chávena de água e repetir o processo até a cevada estar cozinhada e com consistência de risotto. Rectificar os temperos, desligar o lume e adicionar o queijo ralado. 
Entretanto, preparar o peixe. Em quatro quadrados de folha de alumínio colocar as seguintes camadas: 1 rodela de limão, filete de peixe, sal e pimenta, 1 folha de salva e nova rodela de limão. Salpicar levemente com azeite, fechar os papelotes e levar ao lume numa frigideira até que o peixe esteja pronto (cerca de 10-15mins, sem ser necessário virar.
Nota: para a próxima vamos experimentar demolhar os grãos de cevada em água, overnight, para que o cevadotto possa ser feito sem que os grãos tenham que ser pré-cozidos.

terça-feira, 6 de novembro de 2012

Compota de figo, limão e lima para enfrentar as tardes chuvosas

Assim, sem dó nem piedade. A chuva jorrava pelos vidros, lavando-lhes a alma. E levando-lhes essa mesma alma branqueada na enxurrada. Uma chuva forte, cheia de personalidade e voz de trovão, com pingos grandes e pesados que batiam nas vidraças como que a dizer "estamos aqui!". O ar estava frio. A caminhada para casa ainda me enregelava os alvéolos apesar de aqui o ambiente estar confortavelmente ameno. Coloquei a água a aquecer para fazer um chá, daqueles que traz o calor do Verão no pino do Inverno. Na mesa já estavam o Bolo Inglês de Frutas Secas, a compota e o queijo da ilha de S. Jorge. Um fim de tarde perfeito e revigorante...
Compota de figos, limão e lima

1kg de figos escuros
1 limão (sumo + raspa)
1 lima (sumo + raspa)
400g de açúcar

Tirar o pé aos figos e cortá-los em quartos. Juntar com os citrinos numa panela de fundo duplo e levar ao lume brando durante 20 mins. Findo esse tempo, adicionar o açúcar e continuar em lume brando até que esteja em ponto de estrada. Retirar e guardar dentro de frascos esterilizados. 

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Bolo de courgette, gengibre e limão

Os nossos livros de culinária são bem utilizados. Alguns estão gastos pelo tempo ou pelo uso, lombadas coçadas, páginas reviradas. Outros ainda apresentam marcas de terem sido utilizados na cozinha, enquanto seguíamos religiosamente a receita. Mas também os há novos. Ainda pouco folheados, pouco explorados. Para mim os livros são como os álbuns das minhas bandas preferidas: quanto mais os ouço mais gosto deles. E quanto mais leio os nossos livros de culinária, mais interessada vou ficando pelas receitas, a ponto de ter alguns nos quais todas as receitas estão marcadas (e muitas já foram testadas). Por outras vezes, os livros servem de inspiração. Juntar este e aquele ingrediente, como diz aqui, mas cozinhá-los como diz acolá. No final, o importante é ficarmos satisfeitos com o resultado, com vontade de repetir isto ou aquilo numa próxima oportunidade. Como este bolo, que há-de sair do nosso forno muitas vezes :)
Bolo de courgette, gengibre e limão
(em "Velocidade Colher" de Susana Gomes)

100g de farinha integral
100g de farinha T55
1 pitada de sal
1 c. chá de fermento
1 c. chá de bicarbonato de sódio
180g de açúcar amarelo
1 limão (raspa)
10g de pasta de gengibre
250g de courgette
1 iogurte natural
50g de coco ralado
100g de azeite
3 ovos

Ralar a courgette e reservar. Juntar o gengibre e a raspa do limão aos ovos e bater juntamente com o açúcar, o iogurte e o coco. Adicionar o azeite em fio, bantendo sempre. Peneirar as farinhas com o fermento e o bicarbonato, misturar bem. Por fim, envolver a courgette batendo apenas o necessário. Levar ao forno, pré-aquecido a 180º C, numa forma de buraco durante cerca de 40 mins (fazer o teste do palito).
Nota: este bolo é delicioso, bastante húmido, aromático e doce q.b. A receita original parecia perfeita pelo que nada foi alterado. Apesar de o Vel não gostar de coco, não disse que não às fatias deste bolo que se tornou um sucesso garantido!

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mezzalunas de massa fresca recheadas com frango

Quanto tempo o Tempo tem? Tem todo o tempo que quisermos que tenha. E assim foi. Num dia em que o Tempo teve tempo que chegou e sobrou, voltamos a viajar pelo mundo da massa fresca. Inteiramente feita por nós e sem recurso ao processador. Fazer massa dá músculo. E fome, muita, muita fome. E apesar de o Tempo ter todo o tempo do mundo, as mezzalunas foram desaparecendo à velocidade da luz. Como se, de repente, tivessem ficado sem tempo...
Mezzalunas de massa fresca recheadas com frango
(adaptado de "Tortellini de pato" de 200 Receitas - Massa, por Maria Ricci)

25g de manteiga sem sal
1 c. sopa de azeite
1 cebola pequena finamente picada
2 caules de aipo finamente picados
1 cenoura finamente picada
200ml de vinho tinto
1 limão (raspa e sumo)
2 c. sopa de tomilho picado
250ml de tomate em lata
2 coxas de frango
2 c. sopa de parmesão ralado
2 c. sopa de miolo de pão branco fresco
1 ovo
Sal e pimenta

Derreter a manteiga com o azeite em lume brando, juntar a cebola, o aipo, a cenoura e cozinhar durante 10mins. Adicionar o vinho e ferver 1min. Deitar a raspa e sumo do limão, o tomilho e o tomate. Deixar ferver novamente. Temperar o frango com sal e adicionar ao molho. Deixar ferver em lume brando, sem tapar, durante 1h30mins, até a carne desprender do osso. Findo esse tempo, separar a carne e colocar num robot até estar bem picada. Misturar com o parmesão, o miolo de pão e o ovo. Reservar o molho.
Estender as placas de massa com a ajuda da máquina. Cortá-las ao meio e colocar cada meia folha no suporte metálico com formatos de meias-luas. Enfarinhar um pouco a massa e aplicar o decalque plástico, para que se forme a cavidade na massa. Retirar o decalque com cuidado e colocar um pouco de recheio nas cavidades. Cobrir com a outra metade da placa de massa e passar o rolo da massa para fazer os cortes. Reservar as meias-luas e proceder de igual modo para a restante massa e recheio.
Cozer as meias-luas em água fervente com sal durante cerca de 3-6 mins, até estarem al dente. Servir com o molho, entretanto reaquecido e com os temperos ajustados, e polvilhar com parmesão em pó.
Aproveito ainda para responder aos desafios deixados por dois blogues amorosos:


1 - Uma viagem: Grécia
2 - Uma banda: impossível escolher apenas uma mas já que não consegui bilhetes para os ver aqui fica manifestada a minha tristeza: Dead Can Dance
3 - Um filme ou uma série: Drácula, de Bram Stoker
4 - Um prato: o último risotto de farinheira feito pelo Vel
5 - Uma cor: preto
6 - Uma personalidade: Leonardo da Vinci
7 - Um país: Itália
8 - Um ingrediente: ovo (haverá algo mais completo e fascinante?)
9 - Um ódio: é sentimento que não vale a pena, penso eu de que...
10 - Um desejo: Que todos os meus sonhos se tornem realidade
11 - Um restaurante: Rogério do Redondo


1 - O melhor momento: todos os que são felizes
2 - A maior surpresa: saber que "determinada" pessoa decidiu ficar em Portugal
3 - Um sonho: muitos: escrever um livro, tirar um curso de fotografia, ganhar o euromilhões antes de ser taxado a 20%
4 - Um livro: Memorial do Convento
5 - Uma flor: Orquídea
6 - Um nome: Simão
7 - Uma música: Pachelbel's Canon em D menor
8 - Um doce: Reese's
9 - Um lamento: Não ter passado mais tempo com as minhas avós
10 - Um desejo: que todos meus sonhos se tornem realidade
11 - Um medo: ficar senil

E aqui fica as 11 coisas sobre mim:

1 - sou um bocadinho stressada e militarista
2 - tenho a mania que sou multitask
3 - tenho opinião sobre quase tudo
4 - falo pelos cotovelos
5 - gosto de cozinhar (algo óbvio, não?)
6 - tenho que me controlar para evitar comprar livros
7 - uso óculos para ler
8 - quando estou irritada todos à minha volta levam por tabela
9 - quando era miúda era um pisco para comer
10 - os vestidos são a peça de roupa perfeita
11 - este ano fiz pipocas pela primeira vez na minha vida

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pescada espirituosa da Kika

Uma grande parte da nossa vida é, provavelmente, passada num tempo que não o presente. Tem alturas em que pensamos no futuro, em como vamos sair desta enrascada em que estamos enfiados, se amanhã precisamos de passar na mercearia, se faz sol ou vai chover no fim de semana. Tem outras alturas em que pensamos no passado, em quando éramos miúdos e corríamos calçada acima ou abaixo livres de preocupações, quando mudamos de casa ou das alturas em que o Natal era passado em volta de uma mesa sem cadeiras vazias. O passado e o futuro. E por vezes a inspiração para o jantar surge dessa combinação de tempos virtuais: pensamos em alguma coisa que fazia as nossas delícias em determinada altura (passado) e reformulamos mentalmente todos os passos, tentando imaginar (futuro) que sai exactamente de como nos lembrávamos que era ou sabia. Por fim está pronto a servir e esperamos que o momento presente nos aconchegue as memórias e deixe vontade de que se volte a repetir...
Pescada espirituosa da Kika

4 alhos-francês
3 cenouras médias
1 courgette grande
4 medalhões de pescada
1/2 limão (sumo)
3 ovos
Azeite
Sal
2 c.chá de Tempero Old Bay

Fatiar os alhos franceses, ralar a courgette e a cenoura. Numa panela de dimensão média alourar o alho-francês e a cenoura em azeite e Old Bay. Quando estiverem macios, adicionar a courgette e misturar bem. Dispor a pescada por entre os legumes, temperar com sal, tapar e deixar cozinhar. Assim que a pescada estiver pronta regar com o sumo de meio limão e, com a colher, partir a pescada em bocadinhos, mexendo bem para misturar com os legumes. Adicionar os ovos batidos misturando rapidamente para incorporar. Rectificar os temperos, se necessário, e servir com a nossa nova salada favorita acompanhada por tomatinhos-cereja.
Nota: a minha mãe utilizava açafrão em vez de Old Bay e misturava apenas as gemas batidas. Seguidamente incorporava as claras em castelo e levava tudo ao forno numa travessa, como se fosse uma espécie de soufflé.
Sexy, muito obrigada pelo Old Bay, foi mais um presente fabuloso e muito apreciado! Confesso que estou indecisa sobre se gosto mais disto ou dos Reese's. Por via das dúvidas o melhor é trazeres sempre "ambos os dois" :p