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domingo, 23 de dezembro de 2012

Quiche de salmão fumado e as cores do nosso Natal

O Natal tem muitas cores. Todas aquelas que quisermos que tenha. Todas aquelas que fazem sentido para nós. Tem as cores da família. Tem as cores dos amigos. Tem as cores da saudade.
O Natal tem muitos aromas. Da comida de sempre. Da comida que agora se faz. O aroma dos aperitivos e dos digestivos. O aroma do café e do chá. Os aromas das pessoas, com os seus perfumes inebriantes que chegam até nós em abraços de amor e carinho.
O Natal tem muitas pessoas. Mesmo quando à mesa se sentam poucos. Tem a presença daqueles que já cá não estão. E dos que estão longe por motivos de força maior. 
O Natal tem de tudo um pouco. E este ano tem a esperança de que os dias futuros sejam alegres, risonhos e solarengos, com tudo aquilo de bom a que todos temos direito. 
A todos os que por aqui passam desejamos um Feliz Natal, com muita alegria, saúde e mesa farta!
Quiche de salmão fumado

1 base caseira de massa quebrada feita com farinha integral e aromatizada com cebolinho seco
4 ovos
350ml de kefir espesso
1 limão (raspa)
300g de ervilhas cozidas
250g de queijo feta
200g de salmão fumado
Rúcula q.b.
Sal e pimenta

Enquanto a base de massa quebrada está no forno, preparar o recheio da quiche: bater os ovos com o kefir e a raspa de limão, temperando com um pouco (mesmo pouco pois o feta já é salgado) de sal e pimenta moídos na hora. Cortar o salmão em pequenos pedaços. Assim que a base sair do forno, cobri-la com as ervilhas, distribuir o salmão e polvilhar com o feta esmigalhado. Salpicar tudo com rúcula e deitar o preparado de kefir e ovos por cima. Levar novamente ao forno, a 180º C durante 45 mins.
Servir a quiche com a nossa salada favorita numa versão melhorada: rúcula, dióspiro-maçã, queijo de cabra de pasta mole e bagos de romã, tudo temperado com creme balsâmico.

sábado, 8 de dezembro de 2012

Bolo de mel, azeite e limão

Os sabores e cheiros da infância ficam gravados na memória e acompanham-nos através dos tempos. Lembro-me de ser pequena e estar em casa da minha avó Ana inebriada pelo cheirinho a cevada, preparada numa cozinha branca, de janela com vista para o rio e um frigorífico quase cor de rosa. Lembro-me dos preparativos para o Natal, sempre regidos com mão de ferro pela minha avó Fernanda, do cheiro a rabanadas e do sabor da aletria ainda morna. Lembro-me de rapar as taças dos bolos que a minha mãe fazia e de pensar que a massa era bem melhor que o bolo e que não percebia porque é que ela não me deixava mais massa agarrada na taça. Lembro-me dos pães de azeite que a avó Alcina (a avó da minha prima) trazia de Trás-os-Montes e eu devorava como se não houvesse amanhã. E este bolo, que veio do maravilhoso Hoje para jantar, fez-me recordar todos esses momentos numa só fatia. Obrigada Vera!
Bolo de mel, azeite e limão
(adaptado de Bolo de S. Vicente do blogue Hoje para jantar)


200 g de açúcar amarelo
1/2 chávena de azeite
1/2 chávena de mel de rosmaninho
300 g de farinha para bolos
5 ovos
1/2 cálice de Moscatel de Setúbal
1 c. chá bem cheia de fermento
1 limão (raspa)

Misturar o azeite com o açúcar e bater muito bem. Juntar os ovos, um a um, batendo cerca de 1 minuto entre cada. Adicionar o mel, o vinho, a raspa de limão e por fim a farinha com o fermento. Colocar a massa numa forma com buraco, untada e enfarinhada e levar ao forno, pré-aquecido a 180º C, durante cerca de 1h. Deixe arrefecer um pouco antes de desenformar.
(Nota: deve ficar também maravilhoso se lhe adicionarmos algumas especiarias, como canela, gengibre, noz-moscada, cravinho, etc...)

sexta-feira, 2 de novembro de 2012

O melhor arroz do mundo e as saudades da minha avó

Quando somos pequeninos temos um palato pouco diversificado. Gostamos de comer "porcarias". Assim, havia quem gostasse de batatas fritas com bife. Quem gostasse de hambúrguer. Quem gostasse de pão com Tulicreme. Eu gostava de tripas enfarinhadas (é de pequenina que se torce uma mulher do norte). E de um arroz que a minha avó me fazia quando eu "aterrava" em casa dela para ficar durante "muitos dias". E embora o faça numa versão "à minha moda", o conceito está todo lá, bem como a sua versatilidade. É uma comida perfeita para qualquer dia. Especialmente se estivermos com saudades... 
O melhor arroz do mundo

1 chávena almoçadeira de arroz vaporizado
2 medidas (de arroz) de água
1 cebola
1 dente de alho
200g de linguiça fresca
400g de ervilhas
1 c. chá de açafrão
4 ovos
Sal e Pimenta

Num tacho médio (capacidade 3L) alourar a cebola picada e o alho esmagado com a linguiça em pedaços e o açafrão. Adicionar o arroz e mexer para incorporar. Juntar a água a ferver, deixar levantar fervura e reduzir para lume médio-brando. Quando a água tiver reduzido para metade, adicionar as ervilhas e um pouco de sal e pimenta. Quando o arroz estiver quase pronto, estrelar os ovos. Servir o arroz com os ovos: já no prato, desfazer cada ovo em bocadinhos e misturá-lo bem com o arroz. Pode ser polvilhado com queijo ralado!
Nota: na versão original, feita pela minha avó, o arroz era branco e depois ela misturava fiambre em cubinhos, ovo e queijo.

segunda-feira, 29 de outubro de 2012

Bolo de courgette, gengibre e limão

Os nossos livros de culinária são bem utilizados. Alguns estão gastos pelo tempo ou pelo uso, lombadas coçadas, páginas reviradas. Outros ainda apresentam marcas de terem sido utilizados na cozinha, enquanto seguíamos religiosamente a receita. Mas também os há novos. Ainda pouco folheados, pouco explorados. Para mim os livros são como os álbuns das minhas bandas preferidas: quanto mais os ouço mais gosto deles. E quanto mais leio os nossos livros de culinária, mais interessada vou ficando pelas receitas, a ponto de ter alguns nos quais todas as receitas estão marcadas (e muitas já foram testadas). Por outras vezes, os livros servem de inspiração. Juntar este e aquele ingrediente, como diz aqui, mas cozinhá-los como diz acolá. No final, o importante é ficarmos satisfeitos com o resultado, com vontade de repetir isto ou aquilo numa próxima oportunidade. Como este bolo, que há-de sair do nosso forno muitas vezes :)
Bolo de courgette, gengibre e limão
(em "Velocidade Colher" de Susana Gomes)

100g de farinha integral
100g de farinha T55
1 pitada de sal
1 c. chá de fermento
1 c. chá de bicarbonato de sódio
180g de açúcar amarelo
1 limão (raspa)
10g de pasta de gengibre
250g de courgette
1 iogurte natural
50g de coco ralado
100g de azeite
3 ovos

Ralar a courgette e reservar. Juntar o gengibre e a raspa do limão aos ovos e bater juntamente com o açúcar, o iogurte e o coco. Adicionar o azeite em fio, bantendo sempre. Peneirar as farinhas com o fermento e o bicarbonato, misturar bem. Por fim, envolver a courgette batendo apenas o necessário. Levar ao forno, pré-aquecido a 180º C, numa forma de buraco durante cerca de 40 mins (fazer o teste do palito).
Nota: este bolo é delicioso, bastante húmido, aromático e doce q.b. A receita original parecia perfeita pelo que nada foi alterado. Apesar de o Vel não gostar de coco, não disse que não às fatias deste bolo que se tornou um sucesso garantido!

quarta-feira, 24 de outubro de 2012

Crackly banana bread

A caminho de casa vou aprecianado as tonalidades do Outono. A riqueza das cores num festim para os olhos. O céu, azul, aqui e ali pintalgado por frondosas copas de folhas multicolores. Verde, amarelo, laranja, vermelho, castanho. A brisa ainda sopra suave e quente, fazendo as folhas rodopiarem gentilmente pelo ar. O chão há muito que deixou de ser cimento. É uma mescla de folhas, que enfeitam os meus passos, restolhando para abafar os sons decadentes da cidade. Paro na montra de uma das minhas mercearias favoritas. Os frutos secos chamam por mim, como que a convidar docemente ao pecado da gula. Não resisto. "A carne é fraca". Peço nozes da macadamia e pecan. Sinto-lhes o sabor caramelizado da mistura com que as hei-de preparar. Mesmo antes de sair lembro-me que no ralador já não há noz-moscada para o pão de banana. 
O ar cheira a Outono. A nossa cozinha também...
Crackly banana bread
(do sempre inspirador Smitten Kitchen)

3 bananas bem maduras
1 ovo grande
80ml de óleo de coco aquecido (apenas para ficar líquido)
65g de açúcar amarelo
60ml de geleia de agave
1 c. chá de essência de baunilha
1 c. chá de fermento
1/4 c. chá de sal
1 c. chá de canela
1/4 c. chá de noz-moscada
1 pitada de cravinho
180g de farinha integral
50g de millet

Aquecer o forno a 180º C e untar uma forma de bolo inglês. Numa taça grande esmagar as bananas com o esmagador de puré (ou com um garfo). Adicionar o ovo, o óleo, o açúcar, o mel e a baunilha misturando com um fouet. Polvilhar esta massa com o fermento, o sal, a canela, a noz-moscada e o cravinho e mexer até estar homogénea. De seguida, incorporar a farinha e depois o millet. Deitar a massa na forma e levar ao forno entre 40 a 50 mins (fazer o teste o palito antes de retirar). Deixar arrefecer, sem desenformar, em cima de uma rede.
Nota: este pão é bem aromático, húmido, fofo e, ao mesmo tempo, crocante devido à utilização do millet. Conserva-se bem durante uma semana, se bem que é difícil resistir a comer uma fatia, e mais uma, e mais outra... :p

sexta-feira, 19 de outubro de 2012

Mezzalunas de massa fresca recheadas com frango

Quanto tempo o Tempo tem? Tem todo o tempo que quisermos que tenha. E assim foi. Num dia em que o Tempo teve tempo que chegou e sobrou, voltamos a viajar pelo mundo da massa fresca. Inteiramente feita por nós e sem recurso ao processador. Fazer massa dá músculo. E fome, muita, muita fome. E apesar de o Tempo ter todo o tempo do mundo, as mezzalunas foram desaparecendo à velocidade da luz. Como se, de repente, tivessem ficado sem tempo...
Mezzalunas de massa fresca recheadas com frango
(adaptado de "Tortellini de pato" de 200 Receitas - Massa, por Maria Ricci)

25g de manteiga sem sal
1 c. sopa de azeite
1 cebola pequena finamente picada
2 caules de aipo finamente picados
1 cenoura finamente picada
200ml de vinho tinto
1 limão (raspa e sumo)
2 c. sopa de tomilho picado
250ml de tomate em lata
2 coxas de frango
2 c. sopa de parmesão ralado
2 c. sopa de miolo de pão branco fresco
1 ovo
Sal e pimenta

Derreter a manteiga com o azeite em lume brando, juntar a cebola, o aipo, a cenoura e cozinhar durante 10mins. Adicionar o vinho e ferver 1min. Deitar a raspa e sumo do limão, o tomilho e o tomate. Deixar ferver novamente. Temperar o frango com sal e adicionar ao molho. Deixar ferver em lume brando, sem tapar, durante 1h30mins, até a carne desprender do osso. Findo esse tempo, separar a carne e colocar num robot até estar bem picada. Misturar com o parmesão, o miolo de pão e o ovo. Reservar o molho.
Estender as placas de massa com a ajuda da máquina. Cortá-las ao meio e colocar cada meia folha no suporte metálico com formatos de meias-luas. Enfarinhar um pouco a massa e aplicar o decalque plástico, para que se forme a cavidade na massa. Retirar o decalque com cuidado e colocar um pouco de recheio nas cavidades. Cobrir com a outra metade da placa de massa e passar o rolo da massa para fazer os cortes. Reservar as meias-luas e proceder de igual modo para a restante massa e recheio.
Cozer as meias-luas em água fervente com sal durante cerca de 3-6 mins, até estarem al dente. Servir com o molho, entretanto reaquecido e com os temperos ajustados, e polvilhar com parmesão em pó.
Aproveito ainda para responder aos desafios deixados por dois blogues amorosos:


1 - Uma viagem: Grécia
2 - Uma banda: impossível escolher apenas uma mas já que não consegui bilhetes para os ver aqui fica manifestada a minha tristeza: Dead Can Dance
3 - Um filme ou uma série: Drácula, de Bram Stoker
4 - Um prato: o último risotto de farinheira feito pelo Vel
5 - Uma cor: preto
6 - Uma personalidade: Leonardo da Vinci
7 - Um país: Itália
8 - Um ingrediente: ovo (haverá algo mais completo e fascinante?)
9 - Um ódio: é sentimento que não vale a pena, penso eu de que...
10 - Um desejo: Que todos os meus sonhos se tornem realidade
11 - Um restaurante: Rogério do Redondo


1 - O melhor momento: todos os que são felizes
2 - A maior surpresa: saber que "determinada" pessoa decidiu ficar em Portugal
3 - Um sonho: muitos: escrever um livro, tirar um curso de fotografia, ganhar o euromilhões antes de ser taxado a 20%
4 - Um livro: Memorial do Convento
5 - Uma flor: Orquídea
6 - Um nome: Simão
7 - Uma música: Pachelbel's Canon em D menor
8 - Um doce: Reese's
9 - Um lamento: Não ter passado mais tempo com as minhas avós
10 - Um desejo: que todos meus sonhos se tornem realidade
11 - Um medo: ficar senil

E aqui fica as 11 coisas sobre mim:

1 - sou um bocadinho stressada e militarista
2 - tenho a mania que sou multitask
3 - tenho opinião sobre quase tudo
4 - falo pelos cotovelos
5 - gosto de cozinhar (algo óbvio, não?)
6 - tenho que me controlar para evitar comprar livros
7 - uso óculos para ler
8 - quando estou irritada todos à minha volta levam por tabela
9 - quando era miúda era um pisco para comer
10 - os vestidos são a peça de roupa perfeita
11 - este ano fiz pipocas pela primeira vez na minha vida

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

Pescada espirituosa da Kika

Uma grande parte da nossa vida é, provavelmente, passada num tempo que não o presente. Tem alturas em que pensamos no futuro, em como vamos sair desta enrascada em que estamos enfiados, se amanhã precisamos de passar na mercearia, se faz sol ou vai chover no fim de semana. Tem outras alturas em que pensamos no passado, em quando éramos miúdos e corríamos calçada acima ou abaixo livres de preocupações, quando mudamos de casa ou das alturas em que o Natal era passado em volta de uma mesa sem cadeiras vazias. O passado e o futuro. E por vezes a inspiração para o jantar surge dessa combinação de tempos virtuais: pensamos em alguma coisa que fazia as nossas delícias em determinada altura (passado) e reformulamos mentalmente todos os passos, tentando imaginar (futuro) que sai exactamente de como nos lembrávamos que era ou sabia. Por fim está pronto a servir e esperamos que o momento presente nos aconchegue as memórias e deixe vontade de que se volte a repetir...
Pescada espirituosa da Kika

4 alhos-francês
3 cenouras médias
1 courgette grande
4 medalhões de pescada
1/2 limão (sumo)
3 ovos
Azeite
Sal
2 c.chá de Tempero Old Bay

Fatiar os alhos franceses, ralar a courgette e a cenoura. Numa panela de dimensão média alourar o alho-francês e a cenoura em azeite e Old Bay. Quando estiverem macios, adicionar a courgette e misturar bem. Dispor a pescada por entre os legumes, temperar com sal, tapar e deixar cozinhar. Assim que a pescada estiver pronta regar com o sumo de meio limão e, com a colher, partir a pescada em bocadinhos, mexendo bem para misturar com os legumes. Adicionar os ovos batidos misturando rapidamente para incorporar. Rectificar os temperos, se necessário, e servir com a nossa nova salada favorita acompanhada por tomatinhos-cereja.
Nota: a minha mãe utilizava açafrão em vez de Old Bay e misturava apenas as gemas batidas. Seguidamente incorporava as claras em castelo e levava tudo ao forno numa travessa, como se fosse uma espécie de soufflé.
Sexy, muito obrigada pelo Old Bay, foi mais um presente fabuloso e muito apreciado! Confesso que estou indecisa sobre se gosto mais disto ou dos Reese's. Por via das dúvidas o melhor é trazeres sempre "ambos os dois" :p

segunda-feira, 15 de outubro de 2012

Quiche integral de feta, tomate cereja, rúcula e kefir

Do velho se faz novo. Os ingredientes de sempre. Mistura daqui, troca dali. Saem uns, entram outros. Porque na cozinha as coisas são mesmo assim: quem conta um conto acrescenta um ponto, faz o que quer e bem lhe apetece e no fim, amigos na mesma. Importante é que seja bom, que saiba bem. E neste caso, uma quiche já bem nossa conhecida mudou de visual, tornado-se ainda mais saudável. Não acreditam? É só comparar as receitas! :p
Nota: As fotos estão péssimas. A luz era terrível e a pressa em comer era grande. Mas, ainda assim, esta quiche foi uma surpresa tão agradável que vale a pena partilhar. O recheio ficou fofo e macio, como se tivessem sido incorporadas claras em castelo!

Quiche integral de feta, tomate-cereja, rúcula e kefir

1 base caseira de massa para quiche (com farinha integral)
100g de rúcula selvagem
200g de queijo feta
250g de tomate cherry
300ml de kefir espesso
4 ovos biológicos caseiros
Oregãos secos

Forrar uma tarteira de 30 cm, previamente untada, com a massa da quiche e reservar no frigorífico por 20 mins. Findo esse tempo, colocar a massa no forno previamente aquecido a 180º C durante 25mins. Numa taça, bater os ovos, adicionar o kefir, batendo até estarem bem misturados. Adicionar os oregãos secos, bater para incorporar e reservar. Entretanto, depois de retirada a base da quiche do forno, cobrir com a rúcula e dispor o feta por cima. Verter a mistura dos ovos e colocar os tomates com a parte cortada para cima. Levar novamente ao forno, a 180º C até o recheio estar cozinhado e douradinho.

terça-feira, 9 de outubro de 2012

Saganáki me tirí ke avgá

Hoje voltamos a viajar, perdidos nas saudades, encontrados nos destinos. Desvendados ou por desvendar. Deambulamos nas lembranças de aromas e sabores, cravados na memória de uma forma tão intensa que mais parecem tatuados na pele. O folhear de alguns livros de receitas avivam o desejo, a vontade de recuperar momentos, recantos, sensações. E, de repente, como num passe de mágica somos transportados para uma Grécia paradisíaca, onde o tempo é saboreado em ritmo pausado. O sol espelha nas águas azul cobalto do Mediterrâneo, numa cadencia de ondas "mikroúlis" que nos faz franzir o olhar. No terraço altaneiro, caiado de branco, a mesa posta com uma toalha de quadrados convida ao ócio próprio dos dias perfeitos. E na cozinha mal iluminada inicia-se o desfile de "mezedes"... "Opa"!
Saganáki me tirí ke avgá

1 c. sopa de margarina líquida
200g de halloumi
Farinha q.b.
2 ovos
Sal e pimenta

Numa frigideira anti-aderente colocar a margarina e deixar aquecer muito bem. Fatiar o halloumi em duas metades, paná-las muito bem com farinha e colocar na frigideira bem quente. Dourar o halloumi dos dois lados e acrescentar os ovos, deixando-os cozinhar em lume médio. Servir com sal e pimenta moídos da hora. 
O saganáki foi acompanhado por uma salada colorida de grão de bico, courgette palitada, pimento vermelho e verde em cubinhos, beterraba em cubinhos, tudo temperado com azeite, vinagre de framboesa, oregãos/manjericão secos e um pouco de sal.

sexta-feira, 21 de setembro de 2012

Mozzarella em carrozza com legumes grelhados

Em modo italiano. Dolce fare "muolto". Mas com simplicidade e rapidez consegue-se uma refeição suculenta, repleta de sabores. E enquanto ainda estamos indecisos, com um pé no Verão e outro no Outono, vamos usando e abusando daquilo que este meio termo nos oferece!
Mozzarella em carrozza com legumes grelhados
(adaptado de 200 receitas - Pratos italianos)

3 ovos batidos
3 c. sopa de leite
50g farinha
200g de mozzarella
16 fatias de revilla picante
8 fatias de pão branco sem côdea
12 folhas de manjericão
4 c. sopa de azeite
Sal e pimenta
2 curgetes fatiadas longitudinalmente
1 beringela fatiada longitudinalmente
1 pimento amarelo em tiras
1 pimento vermelho em tiras
100ml de azeite
1 pitada de malaguetas secas esmagadas
1 mão cheia de folhas de manjericão

Envolver bem todos os legumes, previamente arranjados, em duas colheres de sopa de azeite. Aquecer bastante uma chapa de grelhar e colocar as curgetes e as beringelas 3 mins de cada lado. Colocar numa taça com o azeite e as malaguetas. De seguida grelhar os pimentos 4 mins de cada lado e juntá-los à mistura anterior. Temperar com sal e com o majericão, cobrir e deixar marinar durante 30 mins enquanto se prepara o pão.
Num prato fundo, misturar os ovos com o leite e temperar com sal e pimenta. Noutro prato fundo colocar a farinha.
Cortar o mozzarella em fatias e dividi-las por 4 fatias de pão, cobrir com cada pão com 4 fatias de revilla e 3 folhas de manjericão. Tapar com as restantes 4 fatias de pão e pressionar bem com a palma da mão. 
Aquecer o azeite numa frigideira de grandes dimensões. Passar as sandes por farinha e seguidamente pelo ovo, de forma a que fiquem totalmente cobertas. Colocar as sandes na frigideira 4 mins de cada lado, para ficarem douradas e estaladiças. Servir com os legumes grelhados.

quarta-feira, 19 de setembro de 2012

Panquecas fofas de kefir

As panquecas são sempre bem vindas. Doces ou salgadas, fofas ou finas tipo crepe, de manhã, à tarde ou à noite. Ao fim de semana, são preparadas e saboreadas ainda quentinhas, acabadas de fazer. À semana, são preparadas após o jantar, para nos fazerem companhia ao pequeno almoço ou durante as pausas do trabalho. Claro que não resistimos e algumas são provadas na hora. Mas já por isso é que fazemos estas "pilhas" enormes! :D


Panquecas fofas de kefir
(adaptação da receita de sempre)

2 chávenas de farinha sem fermento (1 integral + 1 normal)
2 colher-chá de fermento em pó
1/3 chávena de açúcar baunilhado
2 ovos
1 1/2 chávena de kefir
70g de margarina líquida (Vaqueiro)

Numa taça média bater os ovos, o kefir e a margarina com um fouet. Adicionar a farinha, o fermento e o açúcar previamente misturados e mexer vigorosamente até se obter uma massa uniforme.
Numa frigideira de pequenas dimensões, colocar 1 concha de sopa de massa para cada panqueca: 2 minutos de cada lado em lume médio e estão prontas a servir. Podem ser acompanhadas com fruta, iogurte, mel, etc. Por cá preferimos barrá-las com manteiga de amendoim (normal, de mel, de chocolate negro ou de chocolate branco) ou com Nutella!

quarta-feira, 22 de agosto de 2012

Quiche Portobello


Assim como os dias se sucedem uns aos outros, também cá em casa há receitas que se vão sucedendo umas às outras, num desfiar lento e compassado de ideias e pequenas alterações. Assim como os dias, não há receita que seja igual à outra, não há standardização, cada uma tem sabores e tonalidades muito próprios. E assim se vão sucedendo as saladas, as massas, as quiches... E esta quiche de hoje é a irmã gémea dos Cogumelos recheados com ricotta, partilhando um código genético mas com a sua individualidade vincada. E foi um perfeito aproveitamento do interior dos cogumelos portobello e de optimização do forno. 
Sim, há que optimizar, aproveitar, reduzir, reutilizar, reciclar, etcar! Faz bem ao ambiente, faz bem à carteira e ficamos todos mais contentes com a versatilidade da nossa cozinha e com a destreza de pensamento a que isso obriga :)
Chefes, à faca....

1 base de massa quebrada caseira
125g queijo emmental ralado
4 ovos
1 alho-francês
1/4 pimento vermelho picado
200g de cogumelos Portobello (interior apenas)
100g de fiambre
200g bacon em cubos
200ml de natas
150ml de leite
100g rúcula
Sal
Pimenta
Forrar uma tarteira de 32cm com a massa e picar com um garfo. Cobrir com papel de prata e encher com feijões secos. Levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 20 mins.
Dentro de um tacho colocar o alho em rodelas com os cogumelos, bacon, fiambre, pimento vermelho e cozinhar até a água se evaporar.
Numa taça colocar os ovos e temperar com o sal e pimenta, juntar as natas e bater bem. Espalhar na massa da tarte o preparado dos cogumelos para de seguida cobrir com a rúcula e o queijo ralado. Regar com a mistura dos ovos e colocar no forno a 180º C durante cerca de 45 minutos ou até estar bem douradinha.
Bom trabalho chefe e bom apetite!

Receita por VelSatis