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sexta-feira, 20 de setembro de 2013

Figos, feta e creme balsâmico | Figs, feta and balsamic cream


(scroll down for English)

Setembro é mês de todos os acontecimentos. Ponto. 
Começou com férias, muita praia, muito bom tempo, muito descanso. Muita comida boa e muito passeio. Pelas curvas e contracurvas do Douro Vinhateiro estendemos o olhar de socalco em socalco, adivinhando a vindima que se irá iniciar em breve.


Em São João da Pesqueira comemos e choramos por mais na Pizzaria Snack-Bar Pesqueirense: uma posta de vitela à casa acompanhada de vinho tinto da casa. Descemos por Marialva e Trancoso, em visita de mais Aldeias Históricas de Portugal.



 

E terminamos na Guarda, para rever amigos do coração e conhecer um local muito especial.

 

 

O regresso ao trabalho ficou adiado com mais 2 semanas de férias forçadas: um atropelamento (sem ossos partidos nem deslocados) obrigou esta cozinheira a ficar em casa. E enquanto a recuperação se faz a passos lentos (literalmente!!!!) as refeições são simples e fáceis: hinos ao Verão enquanto o Outono tenta chegar de mansinho e sem pedir licença :)

Sandes aberta de figos e feta

1 fatia de pão de Padronelo
100g queijo feta, fatiado
3 figos, em quartos
Creme balsâmico
Pimenta moída na hora
1 punhado de rúcula selvagem (biológica e caseira)

Torrar o pão (opcional). Dispor as fatias de queijo sobre o pão torrado e enfeitar com os quartos de figo. Regar com o creme balsâmico e temperar com a pimenta. Terminar com a rúcula e servir.


September is the month of all events. Final stop.
It started with holidays, beach, great weather, a lot of resting. Good food and travelling.
On the serpent road through the Douro Vineyards we glanced from step to step, guessing the harvest that will soon start.


At São João da Pesqueira we ate and wept for more at Pizzaria Snack-Bar Pesqueirense: a generous veal dish and wine of the house. We continued down the road stopping at Marialva and Trancoso, on our quest for the Historic Villages of Portugal.





And we finally arrived at Guarda, to visit dear friends and see a very special place.

 

 

The return to work got postponed for two more weeks of forced holidays: a running over (with no broken nor displaced bones) forced this cook to stay home. And while the recovery takes place at a slow pace (literally!) meals are simple and easy: hymns to Summer while Autumm slowly arrives without asking for permission :)

Figs and feta open sandwish

1 slice Padronelo Bread
100g feta, sliced
3 figs, in quarts
Balsamic cream
Pepper freshly ground
1 handful of arugula (bio and homegrown)

Toast the bread (optional). Display the feta slices on the bread and place the fig quarters. Drizzle with the balsamic cream and season with the pepper. Top with the arugula and serve.

quinta-feira, 27 de junho de 2013

Se a vida te dá férias, aproveita-as bem!



Em boa hora nos decidimos a ir para sul. A norte o tempo continuava pelas ruas da amargura de modo que resolvermos tentar a nossa sorte por paragens mais próximas ao equador. Tínhamos planeado um périplo por vários locais e na segunda-feira passada, depois de alguns percalços saímos rumo a Setúbal, a nossa primeira paragem. Ficamos hospedados no Hotel do Sado Bussiness and Nature, num quarto excelente com vistas para Tróia. Os únicos senão deste hotel 4* foram o facto de ao pequeno-almoço terem estagiários a servir e que faziam uma barulheira na copa, bem como o facto de o sumo de laranja ser de pacote... O restante pequeno-almoço era bastante razoável, com um excelente queijo fresco e, segundo o Vel, uns bons ovos mexidos.


Em Setúbal, fomos aconselhados pelos nossos seguidores do Facebook a experimentar o choco frito, como não poderia deixar de ser. Fizemos uma ronda pelos restaurantes da marina/porto e pelos da Avenida Luísa Todi e, quando regressávamos para encontrar uma das sugestões do Facebook encontramos a 490 Taberna STB. Ao ler o menu sabíamos que era ali que íamos jantar. O espaço está bem decorado, num estilo taberna moderna e despretensiosa, tornando-se bastante acolhedor e confortável. Optamos pela esplanada (afinal a sul estava bom tempo!!!!) e começamos pelo princípio: um excelente pão, umas azeitonas deliciosas e uma manteiga de ovelha de comer e chorar por mais. O vinho, maduro tinto, do jarro era José Maria da Fonseca e cumpriu lindamente a sua função durante todo o repasto. Para jantar tivemos uns suculentos chocos fritos, que regamos com um gigante quarto de limão, acompanhado por batatas fritas e de um molho "amostardado" muito bom. A outra opção foi o hiper-mega-maravilhoso-e-delicioso arroz de navalheira (ligueirão, lingueirão, longueirão, canivete, navalha) com coentros. Vinha num tachinho de esmalte preto com pintinhas brancas e que me lembrou a casa a minha avó. No fim, e já muito, muito satisfeitos, houve ainda espaço para um café (para o menino) e uma panna cotta com frutos vermelhos (para a menina). A 490 Taberna STB vale bem uma visita: o serviço é simpático e eficaz e nota-se que tudo é feito com muito gosto e prazer. Já não nos lembrávamos de jantar fora e sermos tão bem servidos, com comida tão bem confeccionada e sem ter uma reclamaçãozinha qualquer a fazer. Pagamos com gosto uma conta simpática e o termos sido tão bem recebidos. Foi um belo início de férias!


Terça-feira apanhamos o ferry-boat para Troia. O céu encoberto era cão que ladrava mas não mordia. Passeamos por uma Troia quase deserta e com poucas infraestruturas para o lazer de um visitante passageiro.
Avançamos depois pela estrada a braços com o mar em direcção a Porto Covo. Próximo desta cidade, a estrada ao lado do mar imprime em nós uma sensação maior de estarmos em férias. O sol brilha e se não fosse o vento fresco, nunca diríamos que estávamos em junho e que no Porto chovia copiosamente (informação dada pelos papis). Porto Covo é um local encantador. Ponto. As casas típicas, o ar relaxado das pessoas, as crianças a brincar pelo meio dos idosos sentados na praça principal. 


Aqui optamos por um almoço-alancharado (afinal eram 16h) no restaurante Torreão: cerveja fresquinha, ameijoas à bolhão pato e gambas ao alhinho, tudo acompanhado por um delicioso pão alentejano. Apenas as gambas nos deixaram de pé atrás pois ficamos com a ligeira sensação de serem congeladas. 


Depois de reabastecidos, seguimos rumo a Vila Nova de Milfontes para pernoitar. Ficamos alojados no Duna Parque, no apartamento Amor Perfeito que, curiosamente, era twin (comentário do Vel: como querem que se faça o amor perfeito se nos dão camas separadas????). Para férias prolongadas é um apartamento simpático e funcional, com vistas sobre a piscina. Saimos para um jantar tardio e optamos por parar no posto da GNR e aconselharmo-nos sobre o melhor spot para jantar: nada como os locais para nos ajudarem. Uma simpática agente aconselhou-nos o Pátio Alentejano e lá fomos nós. Um espaço muito engraçado e típico com pessoal muito simpático e sorridente. As entradas (queijo curado, azeitonas e paio) estavam deliciosas. O vinho tinto, do jarro, era muito bom. O repasto fez-se com carne de porco à alentejana e açorda (de bacalhau) à alentejana: tudo servido em doses extremamente generosas!!!!!!
No dia seguinte, e sendo o pequeno-almoço do Duna Parque muito básico para justificar 5€ por pessoa, resolvemos passar pela confetaria Mabi para os croissants folhados recheados. Uma coisa comum aqui para baixo é a falta de serviço às mesas. Claro que é uma forma de cortar na despesa com o pessoal e em tempos de crise supostamente vale um pouco de tudo, mas nem sequer ter pessoal para levantar a loiça que os clientes deixam????


Depois de novo passeio por Mil Fontes, com ida à praia, seguimos em direcção a Almograve, Cabo Sardão e Zambujeira do Mar. O vento da costa alentejana estava frio e, apesar da paisagem maravilhosa, ficamos contentes por rumar ao interior.



Odemira foi ponto de paragem para uma visita à cidade: aqui o calor fazia-se sentir e cerveja e gelado foram recebidos com agrado. 


De volta à estrada seguimos para Beja. Ficamos alojados no Beja Parque Hotel e terminamos a tarde a banhos de sol na piscina. Ao fim do dia fomos passear pelo centro histórico de Beja, encantador no lusco-fusco. Por sugestão de um casal transeunte, jantamos na Adega Típica 25 de Abril onde um empregado jovem e com a mania de ser engraçadinho nos deixou bastante irritados. Azeitonas e bom pão alentejano com manteiga deram início ao jantar, bem acompanhados de vinho do jarro. Seguiram-se sopa de nabiça com feijão e secretos de porco preto. Pedimos arroz à parte de serviram-nos uma tacinha minúscula. Para encerrar uma sericaia, sem ameixas de elvas e sua calda. Um jantar que não deixou vontade de regressar.
Na manhã seguinte, e depois de um substancial pequeno-almoço de hotel que, mais uma vez, apesar de 4* não tinha sumo de laranja natural, rumamos novamente ao centro para visitar o lindo castelo de Beja.


Já de tarde partimos rumo ao património mundial de Évora. Assentamos arraiais no acolhedor Best Western Plus Hotel Santa Clara onde fomos recebidos por uma recepcionista amorosa. Partimos à re-descoberta das ruelas de Évora e de alguns dos seus principais monumentos. Paragem obrigatória (para o Vel) na esplanada que servia imperiais a 0.50€ (pedidas ao balcão, em copo de plástico e apenas a estudantes mediantes apresentação de cartão válido - mas claro que isto era demasiada informação para um homem que se ficou pela publicidade em letras garrafais de cerveja tão barata...). Um pequena volta pelo mercado com promessa de voltar no dia seguinte. Passamos ainda pela linda esplanada Pátio para desgustar um copo de vinho. 


Fiados no Fialho foi com desilusão que o encontramos encerrado para férias e remodelação, não sem uma simpática palavra de apreço por parte do dono. Seguimos a sugestão de alguns seguidores do FB e da nossa recepcionista e jantamos no restaurante D. Joaquim. Mais chique do que o esperado, fomos conduzidos pela simpática Ana ao longo de um jantar que não trouxe consenso: as azeitonas, o pão e o azeite caseiro estavam deliciosos. O vinho, um Julian Reynolds reserva 2007, sugestão da Ana, e que se revelou o ponto alto da noite. Seguiu-se um arroz malandrinho de lebre (uma espécie de cabidela de lebre temperada com coentros, delicioso, pecando apenas pelo ossículos perdidos pelo arroz) e bifes de porco preto com migas de batata que não convenceram o senhor da mesa. Para terminar um gelado de azeite e mel, cujo sabor era divinal embora tivesse pedaços de gelo no seu interior (e de notar que uma pequena bola de gelado custava 4,50€ - preço excessivo para o tipo de sobremesa). Sensação final com que ficamos foi que a montanha pariu um rato (algo carote!).

Na manhã seguinte, ficamos algo espantados com o pequeno-almoço do acolhedor Santa Clara: bem servido para um 3*, com sumo de laranja natural feito pelos próprios hospedes, bons camembert e requeijão, pão alentejano e uma variedade de opções muito próximo de um 4*. De depósito bem atestado voltamos a calcorrear Évora, com passagem pelo mercado municipal, comprinhas da Divinus Gourmet e uma descoberta encantadora: a Roda da Fortuna, ainda por abrir ao publico, onde compramos um set de talheres de madeira artesanal. Um espaço que vale a pena visitar, com artesanato alentejano de qualidade e muito bom gosto. Para além de ser um espaço amoroso! 


Depois de voltarmos à deliciosa esplanada Pátio para refrescarmos o corpo e a alma partimos para a Guarda onde uma Babe aniversariante aguardava a nossa chegada. Fomos recebidos por uma grande família de braços abertos e sorriso no rosto. Houve muito vinho bom, muita comida e sobremesas para festejar o dia da Babe. Na manhã seguinte, e depois de uma boa noite de sono, fomos até à Vermiosa, conhecer a terra da Babe e a casa dos avós. Chegados, fomos levados pela avó até à adega para provarmos o vinho. Uma adega fresquinha, um vinho bom, que mais poderíamos querer???? Pão, presunto, azeitonas e queijo, claro! Não se estava mesmo a ver? :p


Para ajudar à digestão, fomos visitar a horta do avô e, depois de uma divertida viagem na caixa aberta de uma pick-up fomos ver os fardos de palha e as vacas do tio. 



Não satisfeitos, e porque o Sábado tinha todo o tempo do mundo, passamos por Castelo Rodrigo para visitar as ruínas do Castelo, a paisagem deslumbrante e calcorrear as ruelas de uma das aldeias históricas de Portugal. Como não poderia deixar de ser, paramos na esplanada para chá gelado, boa conversa e recuperar energias. 



Saímos com a promessa de voltar para visitar tudo o resto que ficou ainda por ver e, quem sabe, um dia ficar mesmo por lá, naquele sossego tão apaziguador que nos fez sentir que o momento presente é realmente aquilo que conta e que deve ser vivido com plenitude e felicidade.


O dia terminou já de noite, com o regresso a casa e o coração a transbordar de tudo o que é bom :)

sexta-feira, 14 de setembro de 2012

Pela Beira

Depois de uma semana pela costa e ao nível do mar, seguimos rumo ao alto interior. Percorremos caminhos serpenteantes até ao ponto mais alto de Portugal Continental: 1993m de altitude, por paisagens deslumbrantes de retirar o fôlego (literalmente!), com paragens de descoberta ou de repasto, desde a mais modesta das tascas até ao restaurante de Chef. Andamos pela Beira, apreciando o que de melhor nos dá este país de pessoas simpáticas, locais belíssimos e produtos regionais muito para lá do saborosos. Descansou-se q.b., passeou-se bem e comeu-se ainda melhor :)
Sé @ Viseu
Casa de Pasto "A Marisqueira" @ Viseu


Tasquinha @ Viseu
Igreja da Misericórdia @ Seia
Museu do Pão @ Seia


Torre e Túnel @ Serra da Estrela
Estrada @ Serra da Estrela
Estrada @ Serra da Estrela
Nossa Senhora da Boa Estrela @ Serra da Estrela
Vale Glaciar do Zêzere e Manteigas @ Serra da Estrela
Vale Glaciar do Zêzere e Manteigas @ Serra da Estrela
Covilhã @ Estalagem Varanda dos Carqueijais / Hotel dos Carqueijais

Igreja paroquial @ Valhelhas
Castelo @ Belmonte
Judiaria @ Belmonte


Centum Cellas @ Belmonte