Mostrar mensagens com a etiqueta agricultura. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta agricultura. Mostrar todas as mensagens

sexta-feira, 21 de março de 2014

Agricultura de varanda - Primavera 2014


Hoje não há receita. Mas há outra coisa que nos é muito querida: a nossa agricultura de varanda, que nos vai alimentando de ervas aromáticas e pequenos frutos e legumes durante o ano. Feliz dia da Árvore e feliz Ostara!
Today there's no recipe but there's something else very dear to us: our balcony garden that does manage to feed us with herbs and small fruits and vegetables throughout the year. Happy Forest Day and happy Ostara!

A zona de prateleiras é fundamental para conseguirmos uma boa optimização espaço (foto acima).
Shelving is a great way to optimize the small space available (photo above).


Na parte superior da estante temos alecrim e tomilhos (normal, laranja e limão) do Cantinho das Aromáticas, os presentes Life in Bag: manjericão e rabanetes, que já foram deliciosos microvegetais e agora estão em vegetais, com um lindos e redondinhos rabanetes. Fora da imagem temos ainda um maracujá-tomate e um vaso com salva:
On the top part of the shelf unit we have rosemary and thyme (regular, orange and lemon) from Cantinho das Aromáticas, the Life in a Bag gifts: basil and radishes, once a lovely micro-vegetables and are now vegetables, beautiful and plump. Out of the photo we have tomato-passion-fruit and sage:


Na 2ª prateleira temos muscari, salsa normal e crispada e um mix surpresa (temos o hábito de não etiquetar os vasos para tentar descobrir o que vai nascendo, lol):
On the 2nd shelf we have muscari, regular and wrinkled parsley, a surprise mix (we have the bad habit of not labeling the pots so we can just figure out what's sprouting, lol):


Nesta zona temos cebolinho e cebolinho chinês, mais mix surpresa, segurelha do Cantinho das Aromáticas, cidreira, manjericão e mizuna:
In this area we have regular and chinese chives, another surprise mix, savory from Cantinho das Aromáticas, lemongrass, basil and mizuna:


Em destaque a mizuna Life in a Bag e a cidreira que sobreviveu estoicamente a uma praga de cochonilha:
In the spotlight - the mizuna Life in a Bag and the lemongrass that survived a mealybug plague:

      

Na 3ª prateleira temos beterrabas, outra surpresa (lol), sorrel que também sobreviveu à cochonilha e mais rabanetes Life in a Bag:
On the 3rd shelf we have beetroot, surprise, sorrel (another mealybug survivor) and radishes Life in a Bag:


Continuamos com as pastinagas, plantadas nas garrafas de água para poderem crescer em comprimento e temos rúcula em vaso e num escorredor de legumes que teve um encontro imediato com o forno (don't ask!!!!) e ganhou uma nova vida:
We continue with the parsnips on the PET bottles so they can grow in lenght, and arugula in a pot and in a drainer that got a new life after having an encounter with our oven (don't even ask!):


Os nossos morangueiros, já no parapeito da varanda, que todos os anos crescem e dão uns morangos muito, muito docinhos e saborosos:
Our strawberry "bushes", on the balcony-sill, every year present us with delicious and sweet strawberries:



Ainda no parapeito da varanda temos o vaso do louro, alface-cordeiro e a physalis. Na mesa da varanda está a menta, que todos os anos fica quase em nada e na primavera volta a crescer feliz e contente da vida:
Still on the sill, we have laurel, lamb-lettuce and physalis. On the table we have our mint pot more on the phoenix side: every year is reborn from its own ashes and grows happily during spring:


No parapeito da sala estão as amoras, framboesas, groselhas pretas e vermelhas, mirtilos e, no cantinho a trepar pela estante, um maracujá-banana:
On the living-room sill we have blackberries, raspberries, regular and black gooseberries, blueberries and, climbing up the shelf unit, a banana-passion-fruit:


Na semana passada plantamos mais duas floreiras: uma com mistura de rabanetes e outra com o ruibarbo que nos deu a Naida do Frango do Campo.
Como já puderam ver em publicações anteriores (aqui, aqui, aqui, aqui, aqui e aqui) é perfeitamente possível ter uma mini-horta, mesmo em espaços pequenos: a nossa varanda tem cerca de 5m quadrados e a maior parte do espaço continua livre para circular, para fazer refeições e até para colocar a espreguiçadeira!
Last week we got two more window boxes: one with a radish mix and the other one with rhubarb, a present from Naida (Frango do Campo).
As you have seen from previous posts (here, here, here, here, here and here) it's perfectly possible to have a mini-garden in a small space: our balcony is 5sqm and most of the space is still free to walk around, have meals and open the beach deck-chair!

domingo, 2 de junho de 2013

Morangos docinhos, pastinagas mini e aquilo que é nosso... | Sweet strawberries, mini parsnip and all that is ours...


(scroll down for English)

Desponta um rebento verde por entre a terra castanho escura. De uma semente pequenina nasce todo um potencial de sabor e cor que vai fazendo as nossas delícias em cada estado de desenvolvimento. Por cá, em 5 metros quadrados bem exploradinhos, temos um pouco de tudo, como já temos vindo a falar (ver aqui, aqui e aqui). E fazemos um interregno nas receitas para partilhar a nossa mais receite colheita: os nossos morangos, os mais doce e saborosos do mundo, que fomos regando e acarinhando à medida que iam crescendo; e as nossas mini pastinagas que, por terem sido plantadas em vaso ficaram em tamanho poly pocket (as próximas serão plantadas em garrafas de plástico, para poderem crescer em comprimento). Independente do tamanho, do tempo que demoram a colher ou até mesmo do sabor que tenham, o que mais nos apaixona nisto da "agricultura caseira" é ver o nosso esforço e paciência premiados. E não há nada, mesmo nada, melhor do que isso... se calhar há bolo de chocolate sem farinha :p




A green sprout emerges through the dark brown soil. From a tiny seed arises a potencial of flavor and color that amazes us in each stage of development. Around here, in 5 square meters very well explored, we have a little bit of almost everything, as we've been babling about (check here, here and here). E we take a break from recipes to share our most recent crop: our strawberries, the sweetest and tastest of the world, that we watered and cherished as they grew; and our mini parsnips that became poly pocket size for being planted in a vase (the next one will be planted in plastic water bottles to grow in lenght). Regardless of the size, time to be picked or flavor, what really makes us happy is having our effort and patience laureate. And there's nothing, nothing better than that... well maybe there's flourless chocolate cake :p


sábado, 6 de abril de 2013

Agricultura na varanda

Zona da estante
Em meados de Março metemos mãos à obra. A tarde estava solarenga e aproveitamos para revitalizar a agricultura sobrevivente às agruras do Inverno. Havia vasos para mudar, plantas para podar, coisas para descartar e aquisições para integrar. E assim foi. De mãos na terra, lá fomos renovando o nosso pequenino espaço de cultivo mas que já nos permite ter uma boa variedade mesmo "à mão de semear" :)
Na foto acima, podem ver a zona da estante, oposta ao local da mesa e cadeiras onde fazemos grande parte das refeições durante o bom tempo. Nas estantes de baixo temos a zona da arrumação: vasos vazios, sacos de terra, ferramentas, sementes, esguichos, fogareiro e saco de carvão (bem arrumadinho da chuva dentro de uma caixa). Na parte da frente da estante, a floreira laranja tem uma nova plantação de morangos e as garrafas de água no saco vão ser utilizadas para plantar cenouras e pastinagas, que assim podem crescer em profundidade. A minha espreguiçadeira é colocada no lado direito da estante durante o inverno e serve de protecção contra o vento forte e a chuva.
Na foto abaixo temos os vasos que se encontram à esquerda da estante: um abacate, cujo caroço colocamos na terra só para ver no que dava, um maracujá-tomate que trouxe da Madeira e que tem resistido muito bem, um vaso de amores-perfeitos que nos brinda sempre com lindas flores.
Por trás da janela, no quentinho, foram colocados os vasos de manjericão, mais sensíveis ao frio. Plantamos as sementes que as suas flores foram dando e agora temos novos rebentos que irão substituir as hastes que estão "moribundas". Novamente no exterior, temos o vaso dos mirtilos, neste dia ainda carequinha mas que agora já tem as folhas verdes a despontar. Na prateleira de cima da estante começamos pelo alecrim: um vaso antigo e um novo foram plantados numa floreira.


Ao alecrim segue-se o tomilho. Um vaso antigo de tomilho foi plantado numa floreira com os novos amigos: tomilho-laranja e tomilho-limão.
Tomilho-laranja

Tomilho-limão
Uma das novas aquisições foi uma chaga que hoje de manhã já tinha uma pequenina flor laranja-vivo a despontar. Ao lado da chaga está um vaso com frésias em flor, que também vieram da Madeira, e dois vasos com cactos.
Um dos cactos (trazidos de Bilbao) tem uma estrutura linda em forma de flor.
Protegidos das geadas e do frio da noite estão algumas das novas plantações de manjericão, salsa, alecrim, etc.
Na segunda prateleira, temos o maracujá-banana a crescer enroscado pela estante acima, um vaso de salva (que esteve quase sem salvação possível mas que tem vindo a despontar de dia para dia e esta manhã estava repleto de folhas grandes e imensas pequeninas), physalis (plantamos as sementes das bolinhas amarelas) e um vaso de cebolinho, que tinha sido plantado de semente e que neste seu segundo ano de existência já tem umas hastes bem fortes. Atrás está o segundo vaso com frésias em flor.
 Segue-se uma aquisição recente: a segurelha. Esperemos que se dê bem nesta nova casa!
Na terceira prateleira temos rúcula selvagem ao fundo, temos um vaso com umas flores que trouxe da Madeira e que não me lembro do nome, ao qual se segue o sorrel, óptimo para as saladas de Verão. Atrás estão dois vasos, um com tomilho e outro com coentros, plantados de fresco :)
Na frente temos os restantes cactos de Bilbao e atrás 3 vasos com pastinagas, que em breve iremos colher.
Um close-up da salva, que é de facto uma sobrevivente, e o nosso vaso de louro, ofererido pelos pais de uma amiga, e que está em franca expansão no seu pequeno vaso. Acho que jamais voltaremos a ter que comprar louro :)


Juntamente com o louro, está a menta para os mojitos do Vel e para os meus batidos e saladas de fruta (entre outros). Outra sobrevivente. Foi dizimada pelas lagartas, durante o Verão anterior, e foi muito podada. Agora está fresca e viçosa que nem uma alface!
Por fim, o morangueiro, oferecido por quem já nos tinha oferecido o louro, e que no ano passado já nos brindou com pequenos morangos docinhos, docinhos, como aqueles que comiamos quando éramos pequeninos. Este ano contamos que nos volte a surpreender :)

domingo, 17 de junho de 2012

domingo, 27 de novembro de 2011

A carruagem da Cinderella...


... é um chutney de agricultura biológica!
Tudo começou com uma brincadeira. O ZeL tinha abóboras no seu mega-quintal e eu, há que Del-Rei, passava a vida a dizer-lhe que queria duas. E foi neste tu-cá-tu-lá que os dias se foram passando. Até que numa bela manhã entra o ZeL pelo meu gabinete dentro com duas abóboras giganórmicas em cima de um carrinho. Foi a risota total. As abóboras mal cabiam dentro do meu Poly Pocket!
Uma foi oferecida a uma colega que ficou igualmente encantada e a outra viajou comigo até casa para acabar congelada, em puré e em chutney. 



Chutney de abóbora
(adaptado de "Conservas", Civilização)

1kg de abóbora
350g de maçãs para cozinhar
250g de cebola
125g de sultanas
300g de açúcar amarelo claro e fino
1 colher-chá de sal
1 colher-chá de canela
1 colher-chá de coentros
1 malagueta
600ml de vinagre de cidra

Cortar a abóbora e as maçãs em pedaços e as cebolas em rodelas finas. Colocar todos os ingredientes numa panela de fundo reforçado e deixar levantar fervura lentamente, mexendo até dissolver o açúcar.




Deixar ferver em lume brando durante 2h até a colher ficar marcada no fundo da panela. No final da cozedura, mexer frequentemente para não queimar. O chutney deve ter um aspecto espesso e brilhante. Verificar os temperos, juntar mais sal se necessário e colocar em frascos esterilizados e aquecidos, sem bolhas de ar. 


Guardar em local fresco e escuro. Esperar até um mês para utilizar. Quanto mais "velho" for o chutney, mais saboroso será.

A malagueta utilizada na confecção deste chutney foi a primeira colhida dos vasos que plantamos no início da Primavera. Mais já foram colhidas e outras tantas estão a caminho! Caso para dizer que a nossa agricultura na varanda vai de vento em popa :)

domingo, 26 de junho de 2011

Agricultura na varanda - parte 2

Após alguns tempos de ausência - o trabalho tem destas coisas maquiavélicas (!!!!), eis que volto a ter tempo para escrever, graças aos dias de férias. 
Objectivo: actualizar a secção de agricultura, com algumas fotos de Abril (prometo que em breve serão publicadas fotos mais recentes), de modo a que sejam bem visíveis as diferenças e a evolução que tem ocorrido nos 5 m2 de varanda :)

Estantes
Flores de abóbora, tomates e morangos
Flores de abóbora e tomates
Girassóis, rababetes, ervilhas doces, mini-menta
Rabanete

quinta-feira, 14 de abril de 2011

Agricultura na varanda

Já tinha mencionado no primeiro texto que na varanda lá de casa polulam vasitos com ervas aromáticas, especiarias, legumes e flores em franca expansão nuns míseros 5m quadrados. E porquê?
Tudo começou com as minhas férias na Madeira. Entusiasmada por todo aquele florescimento de enorme variedade em terra super-fértil resolvi importar (sim, porque na Madeira exporta-se para Portugal (?) lol) sementes de várias coisas, entre elas estrelícias, frésias, jarros negros, próteas e várias espécies de maracujás.
Embuída no espírito da agricultura, plantei-os em Outubro.

No Natal a Pi ofereceu-me uma mini-estufa de ervas aromáticas e a Andresa ofereceu-me, juntamente com os senhores Pinheirinha, o tão prometido morangueiro.

Depois veio o Marco com a sua menta para fazer mojitos.

Entretanto a minha mãoe ofereceu-me uns vasos do Pingo Doce com manjericão e com coentros, que rapidamente foram passados para vasos maiores.

E depois "assaltamos" o Ikea em abóboras, ervilha-doce, rabanetes, girassóis, chili, mais menta, coentros e manjericão, e ainda salsa, cebolinho e oregãos.

Entretanto a Andresa, e os senhores Pinheirinha, brindaram-me com um vaso de loureiro.

E nem o Continente escapou, pois numa ida para comprar sacos de terra ainda trouxemos tomate-roma e amores-perfeitos.

Estamos viciados! Quando passamos por lojas de sementes ficamos a ver as montras e a desejar viver numa casa com um grande quintal para podermos dar largas à nossa mais recente loucura: a agricultura! Sim, porque como é que a malta vai crescer abóboras numa varanda? O entusiasmo é tanto que às vezes nem se pensa :D

Mas abandonemos estas questões triviais de logística porque é o sonho que comanda a vida e portanto aqui ficam algumas fotos da agricultura na varanda. Ficam apenas a faltar fotos dos parapeitos do escritório e do quarto (eu avisei que a casa era um National Geographic em potência!):

Overview para a esquerda

Overview para a direita

Maracujá-laranja, frésia, maracujá-tomate, frésia, jarros negros e protéas

Lilases, girassóis (manhã e fim do dia), maracujá-banana e chili

Girassóis do fim do dia, ervilha-doce, abóbora e loureiro

Parapeito: rabanetes, morangueiro e estrelícia
Chão: mini-estufa, menta, manjericão, coentros e violeta

Close-up da mini-selva das aromáticas