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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Guest post: Tarte de ricotta, abóbora e batata doce | Ricotta, pumpkin and sweet potato pie


(scroll down for English)

O Outono que adoro instalou-se com pompa e circunstância, inclusive nas receitas dos nossos convidados. O guest post de hoje chega-nos pelas mãos talentosas da Teresa, com o carimbo do seu Lume Brando, blogue que sigo faz tempo e que me sugeria que a sua mentora fosse uma pessoa tão delicada e especial como os lindos bolos que partilha connosco. E não me enganei. A Teresa, para além de delicada e especial, é simpatica, divertida e uma excelente conversadora. E quando duas matracas se juntam, já sabem, a conversa dá pano para mangas!

***

Uma tarte com sabores mediterrânicos de Outono, feita com carinho a pensar na Ondina e no seu Coentros&Rabanetes.

Se há uns anos me tivessem dito que um dia iria conhecer pessoalmente muitos dos autores dos blogs de cozinha que vou acompanhando, teria respondido que isso era altamente improvável: por ser céptica em relação a amizades iniciadas através de um computador, por ser tímida, por ser insegura, por nunca ter imaginado que em showcookings ou workshops o meu papel pudesse ser outro que não o de participante, por não levar o blog demasiado a sério.
Mas a vida tem essa coisa chamada surpresa. 
E nos últimos tempos, fruto de boas surpresas, tenho vindo a mudar a minha opinião acerca de conhecer pessoalmente quem está por detrás dos blogs que sigo ou dos comentários que me deixam.
A Ondina (ou direi antes, a Joana) foi uma das food bloggers que conheci recentemente, e com quem desde o início criei uma enorme empatia. Somos ambas doidas por loiça e props (na verdade, é uma característica comum a todos os que têm um blog de cozinha e gostam de investir um pouco na componente fotográfica), por revistas e livros de culinária, e acho que podíamos ficar horas no chat a trocar moradas e indicações para lojas, antiquários e feiras de velharias, links para livros e gadgets de cozinha. Mas como não queremos e não podemos cometer loucuras, temo-nos controlado, não é Ondina?
Fiquei por isso muito contente quando recebi o seu convite para um guest post no Coentros&Rabanetes, inspirado na cozinha mediterrânica. Se fazer um guest post era uma honra, fazê-lo sob inspiração mediterrânica seria um prazer. 
E foi assim que surgiu esta tarte de ricotta, abóbora e batata doce, enriquecida com espinafres, que levou ainda rúcula e parmesão no momento de servir. Feita com algumas das compras que fiz no Mercado de Sabores do Continente / Porto.Come (evento onde pude conversar mais um bocadinho com a Ondina, ou melhor, a Joana), como a abóbora e a tarteira quadrada, que mal avistei na banca da César Castro soube que tinha de trazê-la comigo!

Voltando ao início do post, e depois de ter conhecido tanta gente fantástica e inspiradora ligada a este submundo dos blogs de cozinha, de que a Joana (a esta hora já perceberam que Ondina é um nickname) é um exemplo perfeito, vem-me à memória a famosa frase de Julia Child: "the people who love to eat, are always the best people". E quem sou eu para discordar da senhora dona Julia.


Tarte de ricotta, abóbora e batata doce
(inspirada numa lasanha de Lorraine Pascale)

Para a massa
250g de farinha sem fermento

125g de manteiga ou margarina fria

2 ovos pequenos
1 pitada de sal fino

Para o recheio
250g de queijo ricotta
1/2 embalagem de queijo tipo Philadelphia
2 ovos
1 mão cheia de folhas de espinafres frescos
250g de batata doce cozida e descascada
300g de abóbora bolina limpa e descascada
1 cebola grande (usei roxa)
3 dentes de alho
Pimenta preta acabada de moer
Mistura de Sal c/ Ervas do Mediterrâneo (usei da Margão)
1/4 de copo de vinho branco
Azeite
Pão ralado (opcional)
Rúcula
Nozes
Parmesão ralado na hora


Lave bem as batatas doces e coza-as em água com sal durante cerca de 30 minutos (o tempo vai depender do tamanho das batatas).
Prepare a massa: numa taça coloque a farinha, o sal, a manteiga fria cortada em cubos e os ovos.
Amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa uniforme e macia. Se achar que está a colar, junte um pouco mais de farinha. Reserve, embrulhada em película aderente, se possível no frigorífico.
Numa sertã, leve ao lume num fundo de azeite a cebola e os alhos picados. Deixe alourar bem e junte a abóbora cortada em pequenos pedaços. Deixe cozinhar e quando a batata doce tiver cozida e descascada (deixe arrefecer antes de fazê-lo!), junte-a à abóbora. Deixe cozinhar um pouco e refresque com o vinho branco.
Tempere com a mistura de sal e ervas do Mediterrâneo, pimenta preta acabada de moer e mais sal se achar necessário. Deixe cozinhar em lume brando até os ingredientes estarem bem macios. Rectifique os temperos e retire do lume. Com um espremedor manual de batatas, amasse até obter um puré grosseiro e deixe arrefecer.
Entretanto forre uma tarteira com a massa (vai sobrar massa que poderá usar para outras receitas, inclusivamente doces), pique-a e leve-a ao frigorífico cerca de 30 mins.
Prepare o recheio, misturando os queijos com os ovos. Reserve.
Pré-aqueça o forno nos 180º C.
Encha a tarteira com feijões ou pesos próprios para cozedura e leve ao forno cerca de 10-15 mins para uma pré-cozedura.
Retire e recheie: a primeira camada será de puré de abóbora e batata doce, a segunda de espinafres e algumas nozes, a terceira da mistura de queijos e ovo. Termine com pão ralado e leve ao forno cerca de 35 mins ou até estar bem dourada.
Antes de servir, espalhe pelo topo algumas folhas de rúcula, nozes e lascas de parmesão.

Nota: se tiver tempo, pode assar a abóbora e a batata doce e fazer o puré do recheio com estes legumes assados.


The Autumn I love finally settled in with pomp and circumstance, including on our guests’ recipes. Today’s guest post comes from Teresa’s talented hands, with the stamp of her Lume Brando, blog that I religiously follow and that always made me think of its mentor as someone so delicate and special as the cakes she shares with us. And I was right. Teresa is not only delicate and special, she’s also nice, funny and a great chatter. And when two talkative girls get together, you can only imagine!

***

A pie with Autumn Mediterranean flavors, made with affection while thinking of Ondina and her Coentros&Rabanetes.

If, some years ago, someone told me that one day I would meet many food bloggers that I follow, I would reply it would be highly unlikely: because I’m skeptical about virtual friendships, because I’m shy, insecure, because I had never thought that in show-cookings or workshops my part could be other than the one of attendant, because I don’t take the blog too seriously.
But life has this thing called surprise.
And, lately, the good surprises have been changing my opinion about meeting the people behind the blogs and comments they leave on my blog.
Ondina, or should I say Joana, is one of the food bloggers that I recently met and we had this bond from the beginning. We’re both crazy about tableware and props (actually this is kind of a common things amongst food bloggers that enjoy photography), about magazines and cookbooks and I think we could stay chatting for hours while exchanging addresses and infos for shops, antiques, markets, book links, and gadgets. But because we don’t want nor can go pauper and bonkers about it, we have been controlling ourselves, right Ondina?
I was truly happy when I got the invitation for a guest post at Coentros&Rabanetes, inspired by Mediterranean cuisine. If doing a guest post already was an honor, doing it under such Mediterranean inspiration would be a real pleasure.
And that’s how this pie, with ricotta, pumpkin, sweet potato and spinach, sprinkled with parmesan and arugula, was born. Some ingredients came from my shopping at Mercado de Sabores do Continente / Porto.come (an event where I got to chat a bit more with Ondina, or better saying, Joana), like the pumpkin and the square pie dish that, as soon as I lay my eyes on it, at César Castro’s stall, I knew I had to buy it!

Going back to the start of this post, and after having met so many great and inspiring people of the food bloggers “underworld”, from which Joana (that by now you already guessed that Ondina is just a nickname) is a perfect example, it comes to my mind the famous sentence by Julia Child: “the people who love to eat, are always the best people". And who am I to disagree with Mrs Child.


Ricotta, pumpkin and sweet potato pie
(inspired by a Lorraine Pascale’s lasagna)

For the dough
250g all purpose flour

125g cold butter

2 small eggs
1 pinch of salt

For the filling
250g ricotta cheese
1/2 package of Philadelphia-type cheese
2 eggs
1 handful of fresh spinach leaves
250g boiled and peeled sweet potato
300g deseeded and peeled pumpkin
1 large onion (used a purple)
3 garlic cloves
Freshly ground pepper
Mix of salt and Mediterranean herbs (used from Margão)
1/4 glass white wine
EVOO
Breadcrumbs (optional)
Arugula
Nuts
Freshly grated parmesan


Wash thoroughly the potatoes and boil them in water with salt for about 30 mins (the time will depend on the potatoes size).
Prepare de dough: in a bowl place the flour, salt, butter in cubes and the eggs.
Work with the tips of your fingers until you have a soft and uniform dough. If the dough is sticky, add a bit more flour. Keep, in the fridge, wrapped in cling film.
In a frying pan, heat the onion and garlic in evoo until golden. Add the pumpkin sliced in small cubes and cook. When the potatoes are cooked and peeled (leave to cool down before peeling!), add them to the pumpkin. Cook for a bit more and add the wine.
Season with the mix of salt and herbs, with pepper and, if necessary, a bit more salt. Cook in a low-medium heat until all ingredients are soft. Check the seasoning and remove from the stove. Mash until you have a rough puree and leave to cool down.
Meanwhile, line the pie dish with the dough (you can use the leftovers for other pies, savory or sweet), prick with a fork and leave in the fridge for 30mins.
Prepare the filling by mixing the cheeses with the eggs. Keep aside.
Pre-heat the oven at 180º C.
Cover the pie dough with beans or proper weights for baking and put in the oven for about 10-15mins for pre-cooking.
Remove and fill: the first layer is the potato and pumpkin puree, the second is spinach and some nuts and the third is the egg and cheese mix. Top with breadcrumbs and return to the oven for 35mins, or until golden.
Before serving, sprinkle with arugula, nuts and parmesan shreds.

Note: if you have time, roast and the pumpkin and the potatoes for the puree.


Obrigada Teresa, pela receita inspiradora e pelas fotos lindas! Thank you so much Teresa, for the inspiring recipe and beautiful photos!

quarta-feira, 5 de junho de 2013

Salada de tortellini e tomate-cereja | Tortellini and cherry tomato salad


(scroll down for English)

Para os dias com pouco tempo. Ou para os dias em que o tempo rende mas valores mais altos se "alevantam". Ou simplesmente porque nos apetece massa fresca sem metermos mãos à obra e farinha pela cozinha. Sabores simples e uma refeição de lamber os beiços que se prepara em 5 mins. E sobra todo o tempo do mundo para fazermos o que quisermos!


Salada de tortellini e tomate-cereja

500g tortellini (massa fresca) recheado com espinafres e ricotta
Sal grosso
300g tomate cereja
Oregãos secos
Pimenta moída na hora
Azeite frutado Gallo

Cozer os tortellini em água abundante com sal durante cerca de 3-5mins. Entretanto, cortar os tomates em quartos. Escorrer a massa, colocar numa taça grande e juntar os tomates, temperar com os oregãos e a pimenta e regar com o azeite. Misturar bem e servir imediatamente.


For the days we're a hurry. Or for the days with plenty of time for us to other than cooking. Or simply because we feel like having fresh pasta without kneading it or flouring the kitchen. Simple flavors and a wonderful meal prepared in 5 mins. And we have all the time in the world to do what we want!


Tortellini and cherry tomato salad

500g ricotta and spinach tortellini
Sea salt
300g cherry tomatos
Dried oregano
Freshly ground pepper
Fruity olive oil

Boil the tortellini in water and salt for about 3-5mins. Meanwhile, slice the tomatos in quarters. Drain the pasta and place in a large bowl. Add the tomatos, season with the oregano and pepper and drizzle with olive oil. Mix thoroughly and serve imediatly.

quarta-feira, 29 de maio de 2013

Ravioli de espinafres recheados com ricotta e salmão | Spinach ravioli with ricotta and salmon filling

Foto por Márcia Duarte
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Todos sabemos que os amigos são uma das coisas boas da vida. E quando esses amigos são prendados para a cozinha, tanto melhor! Por cá temos sorte. Alguns dos nossos amigos são talentosos em várias artes, incluindo a culinária. Lançamos o desafio e vamos tendo as nossas surpresas. Se começamos Janeiro, e a rúbrica do cozinheiro convidado, com as Lulas recheadas da Mãmi, chegamos quase a meio do ano com uma receita à muito prometida pela Márcia. E como tudo o que é bom leva o seu tempo, a Márcia não deixou o seu crédito por mãos "alheiras" e fez um brilharete. Nós estamos mortinhos por fazer esta receita cá em casa. E vocês?

Ravioli de espinafres recheados com ricotta e salmão
(texto e fotos por Márcia Duarte, receita de Giuseppe Gullota)

Recebi o belo convite para partilhar uma receita de fazer "água na boca". Acedi ao pedido com uma receita de um grande amigo sicilano - Giuseppe Gulotta - que cozinha como os deuses! Esta é uma das coisas boas de viver fora de Portugal: conhecem-se outras "gentes", outras culturas, outras gastronomias… e há uma troca constante de experiências, sabores e ingredientes!
Mas voltemos ao que interessa… O que é preciso para preparar este pitéu para 4 convidados? (leia-se ingredientes para 4-5 pessoas)

Pasta fresca
3 ovos
600g farinha
100g espinafres cozidos e escorridos
Sal q.b

Recheio
200g salmão fumado
500g ricotta
Noz-moscada e pimenta preta moída na hora

Molho
1 cebola pequena (picada)
200g salmão fumado
250g camarão cozido (na hora)
250g natas
Leite q.b
1 colher de chá de concentrado de tomate
1 noz de manteiga para untar frigideira anti-aderente
Pimenta preta (moída na hora)
Salsa picada q.b

Colocar a farinha numa taça de fundo redondo e adicionar o sal. Criar um "fosso" no meio da farinha onde se adicionam os ovos e os espinafres. Com as mãos misturar os ovos e espinafres até adquirirem um aspecto homogéneo e só depois incorporar a farinha (não é necessário adicionar água; essa função será desempenhada pela água que os espinafres contêm). Incorporar todos os ingredientes muito bem: rodar a "bola de massa" 90º, amassar a dita e formar uma bola outra vez (repetir estes passos até obter uma massa de cor verde uniforme). Deixar a bola de massa (enrolada em filme transparente) repousar 20 minutos a 4ºC. 
Entretanto, preparar o recheio. Picar o salmão em cubinhos muito pequenos, adicionar o ricotta, temperos e misturar tudo. Simples!
Usar 1/4 da "bola de massa", esticar com um rolo-da-massa numa superfície coberta de farinha e só depois passar na máquina de pasta fresca para obter longas tiras de massa com 3 mm de espessura. Em cada tira de massa, colocar pequenos montes de recheio (equivalente a uma colher de chá). Colocar montes de recheio espassados de forma a permitir que cada raviolo seja um quadrado de 5 a 6 cm de lado. Dobrar a tira de massa de forma a cobrir a fila de montes de recheio (ver figura). Com os dedos, pressionar as extremidades de cada raviolo com o cuidado de evitar bolhas de ar. Com uma "serra" de lamina em zigzag, cortar os ravioli e deixar repousar durante 10 min. 
Entranto, pode preparar-se o molho: unta-se a frigideira com a noz de manteiga, adiciona-se a cebola picada e deixa-se alourar. Nessa altura adiciona-se o salmão em cubinhos e os camarões cozidos e deixa-se apurar em lume brando até ganharem cor. Finalmente, adicionam-se as natas, as especiarias e deixa-se cozinhar uns minutos (adicionar um pouco de leite sem que o molho perca a textura cremosa). 
Colocar os raviolis em água a ferver (com 1 pitada de sal grosso) e deixar cozinhar 2-3 minutos (terão de sacrificar um raviolo para testar se já estão "al dente").
Termina-se a odisseia (leia-se "quality time", entre convidados que gostam de apreciar um bom vinho acompanhado de uma boa conversa na cozinha) colocando alguns ravioli por prato (8/pessoa; embora a receita permita mais) e cobrindo-os com o belíssimo molho, ao qual foi adicionada a salsa picada mesmo antes de servir.
Saborear em boa companhia e com um bom vinho verde! "Buon Appetito" :)
Fotos por Márcia Duarte e Giuseppe Gullota
We all know that friends are one of the best things in life. And when those friends are gifted for cooking, even better! We consider ourselves lucky. Some of our friends are talented people, even when it comes down to cooking. We set the challenge and the surprises are starting to come around. If we began January with Mum’s stuffed squid, we get to the middle of the year with a long-promised recipe from Márcia. Since all that is good takes time, Marcia took her time and is now showing off. We are dying to try this recipe at home. Aren’t you as well?

Spinach ravioli with ricotta and salmon filling
(text and photos by Márcia Duarte, recipe by Giuseppe Gullota)

I got the invitation to share a mouth-watering recipe. I kindly accepted it and replied with a recipe from my dearest friend Giuseppe Gulotta, a Sicilian who cooks like the Gods. This is one of the great things of living abroad: you get to know “other people”, other cultures, other gastronomies… and there’s a constant exchange of experiences, flavors and ingredients!
But lets go back to what’s really important… what is necessary to prepare this delicacy for 4 guests (please read ingredients for 4-5 people)?

Fresh pasta
3 eggs
600g flour
100g boiled and drained spinach
Salt to taste

Filling
200g smoked salmon
500g ricotta
Nutmeg and black pepper, both freshly ground

Sauce
1 small onion (chopped)
200g smoked salmon
250g prawns freshly boiled
250g cream
Milk
1 tsp tomato concentrate
1 nut butter
Black pepper freshly ground
Parsley (chopped)

In a large bowl, mix the flour with the salt. Make a well in the middle of the flour, add the eggs and spinach and mix them until homogenous, before incorporating in the flour (there’s no need to add water because the spinach already have some). Mix all the ingredients very well: flip the ball of dough at 90º, knead and form another ball (repeat these steps until you obtain a ball with a uniform green color). Cover with plastic cling film and leave in the fridge at 4º C for about 20mins.
Meanwhile prepare the filling: finely chop the salmon, add the ricotta, season and mix very well – yes, it is that simple!
Take a ¼ of the dough and roll it with a rolling pin in a floured surface before taking it to the pasta machine and obtain long pasta sheets 3mm thick. Place the pasta in a floured surface and put small bits (1 tsp) of filling with enough space between them in order for you to obtain 5-6cm ravioli. Fold the pasta sheet to cover the filling (check photo) and gently press the borders of each raviolo, avoiding air pockets. With a zigzag cutter, cut the ravioli and leave to rest for 10mins.
Meanwhile, prepare de sauce (while entertaining your guests with a good chat and a glass of wine): melt the butter in a saucepan and add the onion, mixing until golden. Add the salmon in cubes and the boiled prawns mixing to obtain a good color. Pour in the cream, seasoning and leave to cook (milk can be added but without taking the creaminess of the sauce). 
Cook the ravioli in boiling water and salt for 2-3mins until “al dente” (you might need to sacrifice a raviolo to check the consistency). Drain the ravioli, distribute 8 for each person (though the recipe allows you a bit more) and serve with the sauce after adding the parsley to it.
Enjoy with great friends and a good white wine! “Buon Appetito” :)

sexta-feira, 10 de maio de 2013

Panquecas de ricotta e limão | Ricotta and lemon pancakes


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Escancarar as portadas de par em par e deixar o sol invadir todas as divisões. Ouvir o chilrear dos pássaros como sinfonia matinal para despertar os sentidos. Amanhã é dia de acordar com tempo e saborear cada momento de forma calma e relaxadamente. Amanhã o pequeno almoço tem mais sabor e podemos prepará-lo a dois. E sabem o que é melhor do que tudo? É que o amanhã está mesmo quase, quase a chegar!


Panquecas de ricotta e limão

250g de ricotta
500ml de leite fresco meio gordo
2 ovos grandes
150g de farinha
150g de farinha integral
1 limão (raspa)
1+1/2 c.chá de fermento
3 c.sopa de açúcar baunilhado

Numa taça misturar o ricotta, o leite, e as gemas dos ovos. Juntar a farinha e o fermento, mexendo bem. Numa tacinha bater as gemas até ficarem brancas e com espuma. Envolver as gemas na mistura anterior e adicionar a raspa do limão e o açúcar. Cozinhar as panquecas numa frigideira anti-aderente.

Nota: estas panquecas são perfeitas com qualquer cobertura mas as nossas versões preferidas do momento são nutella e manteiga de amendoim para doce e queijo frescos, rabanetes, sal, pimenta e coentros para salgado.


Opening the window doors and letting the sun shy in every room. Listening to the birds singing as a morning symphony to awake the senses. Tomorrow there's plenty of time to wake up and savour each moment in a calm and relaxed way. Tomorrow breakfast is full of flavour and we can prepare it together. And do you know what's best? Tomorrow is almost here!


Ricotta and lemon pancakes

250g ricotta
500ml of semi-skimmed milk
2 large eggs
150g flour
150g whole-flour
1 lemon zest
1+1/2 tsp baking powder
3 tbsp vanilla sugar

In a large bowl mix the ricotta, milk and egg yolks. Add the flour and baking powder, mixing to a batter. In a small bowl beat the egg whites until white and foamy. Fold the eggs whites in the batter and add the lemon zest and sugar. Cook in a small pan.

Note: these pancakes are perfect for any topping but our favourites for now are nutella and PB for the sweet version and cottage cheese, raddishes, salt, pepper and coriander for the savoury version.


terça-feira, 12 de fevereiro de 2013

Penne com tomate, beringela e ricotta

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Por cá sucedem-se as refeições vegetarianas. Porque sabe sempre bem variar do peixe ou da carne. Porque gostamos de experimentar combinações de ingredientes e descobrir toda uma diversidade de sabores que tornam as refeições muito mais ricas. Porque é importante, a todos os níveis, procurar refeições alternativas que satisfaçam os gostos dos comensais que, apesar de serem bons garfos (ou será melhor dizer bons faqueiros?), têm o seu grau de exigência.
Esta massa é perfeita e equilibrada. Tem bons sabores nas doses certas e, se não dissermos nada a ninguém, aposto que todos vão pensar que estão a comer carne :)
Penne com tomate, beringela e ricotta
(inspirado por "Penne with tomato, eggplant and ricotta" em "Apples for Jam" de Tessa Kiros)

1 beringela grande, cortada em cubos
1 dente de alho, esmagado
850g de tomate pelado, em lata
250g de ricotta
1 punhado de salsa, picado
Azeite
Sal e pimenta moída na hora
500g de penne

Numa panela grande, alourar o alho no azeite. Adicionar os tomates, meio desfeitos, e temperar com sal e pimenta. Assim que ferver, reduzir para lume médio e juntar a beringela. Deixar cozinhar por 30 mins, até o tomate estar desfeito em molho e a beringela bem tenra. Entretanto, cozer a massa em água abundante com sal até estar al dente. Escorrer, passar por água fria e reservar. Adicionar o ricotta e salsa ao molho de tomate, misturando até se obter um molho espesso. Incorporar bem a massa no molho e servir ainda fumegante.
Around here the vegetarian meals are part of our weekly menu. It's always good to eat something else than just meat or fish. It's always good to try different ingredient combinations and discover a whole world of flavours that make our meals richer and more interesting. And it's always important, for many reasons, to look for meals that can satisfy our personal tastes for even though we are not picky, we have to keep things a bit above the ok level.
This pasta dish is perfect and well balanced. It has great flavour in the right amounts and, if we don't tell a soul, I bet most people will never believe it's not a meaty dish :)
Penne with tomato, aubergine and ricotta
(inspired by "Penne with tomato, eggplant and ricotta" in "Apples for Jam" from Tessa Kiros)

1 large aubergine, sliced in cubes
1 garlic clove, mashed
850g peeled tomate, tinned
250g de ricotta
1 parsley handful, chopped
Olive oil
Salt and pepper freshly ground
500g penne

In a large pan, golden the garlic in the olive oil. Add the tomatos, slighty crushed, and season with salt and pepper. Bring to a boil, lower the heat to a simmer and add the aubergine. Cook for 30 mins, until the tomato becomes a sauce and the aubergine is tender. Meanwhile, cook the pasta in water and salt until al dente. Drain, rinse with cold water and keep aside. Mix the ricotta and parsley until it's creamy. Incorporate the pasta and serve while still steamy.

quinta-feira, 16 de agosto de 2012

Cogumelos recheados com ricotta

Brincar com texturas e sabores. Transformar ingredientes simples numa combinação memorável. Sobremesa como entrada ou entrada em forma de sobremesa?


Cogumelos recheados com ricotta

Chefe à faca....

3 cogumelos portobello
250g de queijo ricotta
1 punhado de manjericão fresco
raspa de 1 limão
100g parmesão ralado
Tostas raladas
Sal
Pimenta
Creme balsâmico
Azeite

Numa taça colocar o queijo ricotta com a raspa de limão, sal, pimenta, o manjericão picado e mexer bem. Limpar o interior dos cogumelos com uma colher de sopa, tendo cuidado para não danificar o "chapéu" dos cogumelos. No fundo de cada cogumelo colocar um pouco de creme balsâmico para de seguida colocar a mistura de queijo. No topo de cada cogumelo polvilhar com tosta ralada, regar com um pouco de azeite e terminar com o parmesão ralado.
Untar uma assadeira com azeite e levar os cogumelos ao forno, previamente aquecido a 200ºC, durante 20 a 25 mins.
Bom trabalho chefe, e bom apetite!!!
Receita por VelSatiS

domingo, 22 de julho de 2012

Penne com dois queijos, favas e lima


Os dias já não são tão longos quanto a eternidade. Cada dia que avança o sol desaparece mais cedo, apesar do calor intenso que se faz sentir. E ainda assim parece que tudo vive mais e aproveita mais o que a natureza dá. Hoje voltamos à Serra da Freita. Almoçamos no Júlio, as always, e partimos serra acima, no encalço de um local paradisíaco, com sombra, paz e sossego no meio da natureza. E numa daquelas descidas íngremes encontramos o que procurávamos. Ali o tempo passa mais devagar e o declínio do grande astro passa despercebido ante a sombra do arvoredo. Na hora de voltar à civilização o corpo parece mais pesado e recusa-se a obedecer ao cérebro. Porquê sair quando se está tão bem aqui???
No regresso, e de volta a casa, a natureza deu o mote e conduziu a inspiração numa dança delicada.


Penne com dois queijos, favas e lima

500g de penne
400g de favas congeladas
150g de queijo Brie
250g de queijo Ricotta
300ml de natas de soja
Sal e Pimenta
1 lima (raspa)

Cozer a massa em água a ferver temperada com sal. Escorrer, passar por água fria e reservar. Reservar  também alguma água da cozedura
Cozer as favas em água a ferver temperada com sal. Escorrer e reservar.
No tacho onde a massa foi cozida, colocar as natas com os dois queijos em lume médio, mexendo enquanto derretem e se mistura. Se necessário, juntar água da cozedura da massa para tornar o molho um pouco menos espesso. Assim que a mistura estiver suave, temperar com sal e pimenta preta. Adicionar a raspa da lima. Envolver a massa e as favas e servir simples ou polvilhado com parmesão ralado ou miolo de noz picado.


Nota: a suavidade e cremosidade do molho fazem com que a massa e as favas casem muito bem. A raspa de lima dá um toque surpresa ao sabor, especialmente na primeira garfada, ligando perfeitamente com o Brie.


quinta-feira, 3 de maio de 2012

Lasanha especial de espinafres e ricotta


E se o céu não fosse azul e sim de outra cor? E se a casca da laranja afinal fosse macia e fofa e o limão fosse doce como o mel? E se o sol fosse frio e a chuva escaldasse? E se as árvores nascessem no mar e a luz anunciasse a noite? E se as coisas não fossem como são? 
Como seria não podermos dar nada como garantido, não assumir o que quer que fosse, não partir de pressupostos? 
E se uma lasanha não fosse feita de massa e sim de crepes?


Lasanha especial de espinafres e ricotta

Crepes
2 ovos
500ml de leite
350gr de farinha (quantidade aproximada)
200ml de manteiga derretida (quantidade aproximada)
1 pitada de sal

Recheio
250g de ricotta
400g de espinafres
Sal
Pimenta
Oregãos
Molho de tomate e manjericão

Misturar todos os ingredientes no liquidificador e misturar bem. Reservar por 1h antes de utilizar.
Entretanto, escaldar os espinafres e escorrer muito bem. Misturar com o ricotta e temperar com sal, pimenta e oregãos. Reservar.
Para preparar os crepes, aquecer uma frigideira anti-aderente e cobrir o fundo com uma porção da massa. Deixar a massa ganhar bolhinhas e virar para dourar do outro lado. Retirar o crepe para o prato de servir e cobrir com uma parte do recheio aquando da preparação de um novo crepe (e assim sucessivamente até terminar a massa e o recheio). Cobrir o último crepe com um generosa camada de molho de tomate e manjericão.


Nota 1: para esta lasanha os crepes devem ser um pouco mais grossos do que o habitual (espessura entre o crepe e a panqueca) dado que quando feitos com uma Suzette ficam incrivelmente finos mas não são a melhor opção para esta receita, daí ser preferível utilizar uma frigideira.

1ª fatia, ainda quente e, consequentemente, um pouco desmanchada

Nota 2: esta massa foi feita com 2 ovos grandes e 500ml de leite. As quantidades de farinha e manteiga foram sendo adicionadas até se obter a consistência desejada para a massa de modo que as apresentadas são aproximadas. Deixamos aqui a receita que consta no manual da Suzette, para quem não estiver à vontade para utilizar uma receita a "olhómetro": 2 ovos, 50g de farinha, 1+1/2 c. sopa de manteiga derretida, 50ml de leite, 1 pitada de sal (esta receita é óptima para crepes muito fininhos).


Nota 3: Esta receita de lasanha é extremamente versátil e pode ser confeccionada tanto na versão salgada como se pode criar uma belíssima versão doce (para isso basta trocar o sal da massa dos crepes por açúcar e adaptar o recheio conforme a preferência: frutas, cremes, coalhadas, etc. e por aí fora que a imaginação não tem limites!)

quarta-feira, 25 de abril de 2012

Souvlaki veggie e "A volta ao mundo em 30 dias"


A Vera propôs e nós aceitamos. Viajar à volta do mundo em 30 dias através das receitas partilhadas na blogosfera. Nós trazemos para o jantar um Souvlaki vegetariano. O souvlaki é uma espécie de fast-food grega, que se encontra ao virar de cada esquina e é uma excelente refeição quer se tenha muita pressa ou se esteja a relaxar. É normalmente recheado com carne.
E porquê a Grécia? É simples: foi o país onde o Vel viveu durante muitos anos e, apesar de nunca o termos visitado em conjunto, é consensual que somos ambos apaixonados não só pelo país como pela sua cultura e gastronomia. Desde pequena que sou muito curiosa em relação à mitologia grega e foi um dos locais que sempre quis visitar. O tempo foi passando e à sua frente desfilaram muitos outros destinos, mas este não me saía nunca de vista. Até que chegou o dia em que coloquei os meus pézinhos em terras helénicas e posso dizer que a sensação que tive foi a de não querer voltar. Claro que tive essa vontade em todos os outros locais que visitei mas aqui foi diferente. Não dá para explicar muito bem, mas é quase como se tivesse regressado a casa...


Pão Pita
("Food from many Greek Kitchens" by Tessa Kiros)

2 c.chá de fermento seco
1 c. chá de mel
450g de farinha T65
6 c. sopa de azeite
200ml + 3 c. sopa de água morna
1 c. chá de sal

Numa tigela grande colocar o fermento, o mel e as 3 c. sopa de água morna, mexendo bem para misturar. Deixar activar (ganhar espuma e borbulhar) e adicionar o sal, a farinha, o azeite e a restante água, mexendo muito bem com uma colher de pau até ter uma massa tosca que se agarra à colher. Amassar a massa com a batedeira utilizando o gancho de massa (ou pode-se amassar à mão) durante cerca de 8 a 10 mins. A massa é macia e desprende-se facilmente da taça e das mãos, pelo que se deve evitar adicionar mais farinha enquanto se amassa. Limpar a tigela com um papel embebido em azeite, voltar a colocar a massa e tapar com película aderente. Colocar num local seco e quente (foi colocada no microondas que tinha sido previamente ligado na potência máxima durante 1 min) a levedar durante 1h30 - 2h ou até dobrar de volume. Findo este tempo, dividir a massa em 8 partes iguais e espalmar as bolas com a mão. Deixar descansar durante 5 mins. Estender cada bola em discos finos e grelhar 1 min de cada lado numa frigideira anti-aderente. Empilhar as pitas num prato com outro prato por cima, para que se mantenham macias até à altura de servir.


Salada de rúcula, ricota e tomate-cereja

200g de rúcula
250g de queijo ricota
250g de tomate-cereja
1/4 de pimento vermelho
Azeite
Vinagre balsâmico
Oregãos, manjericão-grego, gengibre, piri-piri, sal

Numa saladeira, misturar o ricota com uma quantidade generosa de azeite e vinagre. Adicionar as ervas, as especiarias e misturar bem. Cortar os tomates em quartos e esmagar ao deitar na saladeira, para aproveitar os sucos, cortar o pimento em cubinhos muito pequenos, juntar ao queijo e misturar muito bem. Adicionar a rúcula aos poucos, envolvendo na mistura anterior.
Servir a salada com o pão pita, como se fosse um souvlaki vegetariano.


Nota: esta salada era uma refeição que fazia muitas vezes quando vivia sozinha. A primeira vez que a fiz para o Vel, a sua expressão foi de desconfiança pela combinação de ingredientes utilizada. Mas como é um mente-aberta no que toca à comida, experimentou. E gostou. Muito. E foi sua a ideia de colocar a salada dentro do pão pita, muito à moda do souvlaki servido na Grécia. Esta é uma das nossas refeições preferidas, em qualquer altura do ano!


Seguem-se algumas fotos da Grécia: Thirassia (1), Santorini (3), Naxos (3) e Atenas (2)