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quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Guest post: Tarte de ricotta, abóbora e batata doce | Ricotta, pumpkin and sweet potato pie


(scroll down for English)

O Outono que adoro instalou-se com pompa e circunstância, inclusive nas receitas dos nossos convidados. O guest post de hoje chega-nos pelas mãos talentosas da Teresa, com o carimbo do seu Lume Brando, blogue que sigo faz tempo e que me sugeria que a sua mentora fosse uma pessoa tão delicada e especial como os lindos bolos que partilha connosco. E não me enganei. A Teresa, para além de delicada e especial, é simpatica, divertida e uma excelente conversadora. E quando duas matracas se juntam, já sabem, a conversa dá pano para mangas!

***

Uma tarte com sabores mediterrânicos de Outono, feita com carinho a pensar na Ondina e no seu Coentros&Rabanetes.

Se há uns anos me tivessem dito que um dia iria conhecer pessoalmente muitos dos autores dos blogs de cozinha que vou acompanhando, teria respondido que isso era altamente improvável: por ser céptica em relação a amizades iniciadas através de um computador, por ser tímida, por ser insegura, por nunca ter imaginado que em showcookings ou workshops o meu papel pudesse ser outro que não o de participante, por não levar o blog demasiado a sério.
Mas a vida tem essa coisa chamada surpresa. 
E nos últimos tempos, fruto de boas surpresas, tenho vindo a mudar a minha opinião acerca de conhecer pessoalmente quem está por detrás dos blogs que sigo ou dos comentários que me deixam.
A Ondina (ou direi antes, a Joana) foi uma das food bloggers que conheci recentemente, e com quem desde o início criei uma enorme empatia. Somos ambas doidas por loiça e props (na verdade, é uma característica comum a todos os que têm um blog de cozinha e gostam de investir um pouco na componente fotográfica), por revistas e livros de culinária, e acho que podíamos ficar horas no chat a trocar moradas e indicações para lojas, antiquários e feiras de velharias, links para livros e gadgets de cozinha. Mas como não queremos e não podemos cometer loucuras, temo-nos controlado, não é Ondina?
Fiquei por isso muito contente quando recebi o seu convite para um guest post no Coentros&Rabanetes, inspirado na cozinha mediterrânica. Se fazer um guest post era uma honra, fazê-lo sob inspiração mediterrânica seria um prazer. 
E foi assim que surgiu esta tarte de ricotta, abóbora e batata doce, enriquecida com espinafres, que levou ainda rúcula e parmesão no momento de servir. Feita com algumas das compras que fiz no Mercado de Sabores do Continente / Porto.Come (evento onde pude conversar mais um bocadinho com a Ondina, ou melhor, a Joana), como a abóbora e a tarteira quadrada, que mal avistei na banca da César Castro soube que tinha de trazê-la comigo!

Voltando ao início do post, e depois de ter conhecido tanta gente fantástica e inspiradora ligada a este submundo dos blogs de cozinha, de que a Joana (a esta hora já perceberam que Ondina é um nickname) é um exemplo perfeito, vem-me à memória a famosa frase de Julia Child: "the people who love to eat, are always the best people". E quem sou eu para discordar da senhora dona Julia.


Tarte de ricotta, abóbora e batata doce
(inspirada numa lasanha de Lorraine Pascale)

Para a massa
250g de farinha sem fermento

125g de manteiga ou margarina fria

2 ovos pequenos
1 pitada de sal fino

Para o recheio
250g de queijo ricotta
1/2 embalagem de queijo tipo Philadelphia
2 ovos
1 mão cheia de folhas de espinafres frescos
250g de batata doce cozida e descascada
300g de abóbora bolina limpa e descascada
1 cebola grande (usei roxa)
3 dentes de alho
Pimenta preta acabada de moer
Mistura de Sal c/ Ervas do Mediterrâneo (usei da Margão)
1/4 de copo de vinho branco
Azeite
Pão ralado (opcional)
Rúcula
Nozes
Parmesão ralado na hora


Lave bem as batatas doces e coza-as em água com sal durante cerca de 30 minutos (o tempo vai depender do tamanho das batatas).
Prepare a massa: numa taça coloque a farinha, o sal, a manteiga fria cortada em cubos e os ovos.
Amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa uniforme e macia. Se achar que está a colar, junte um pouco mais de farinha. Reserve, embrulhada em película aderente, se possível no frigorífico.
Numa sertã, leve ao lume num fundo de azeite a cebola e os alhos picados. Deixe alourar bem e junte a abóbora cortada em pequenos pedaços. Deixe cozinhar e quando a batata doce tiver cozida e descascada (deixe arrefecer antes de fazê-lo!), junte-a à abóbora. Deixe cozinhar um pouco e refresque com o vinho branco.
Tempere com a mistura de sal e ervas do Mediterrâneo, pimenta preta acabada de moer e mais sal se achar necessário. Deixe cozinhar em lume brando até os ingredientes estarem bem macios. Rectifique os temperos e retire do lume. Com um espremedor manual de batatas, amasse até obter um puré grosseiro e deixe arrefecer.
Entretanto forre uma tarteira com a massa (vai sobrar massa que poderá usar para outras receitas, inclusivamente doces), pique-a e leve-a ao frigorífico cerca de 30 mins.
Prepare o recheio, misturando os queijos com os ovos. Reserve.
Pré-aqueça o forno nos 180º C.
Encha a tarteira com feijões ou pesos próprios para cozedura e leve ao forno cerca de 10-15 mins para uma pré-cozedura.
Retire e recheie: a primeira camada será de puré de abóbora e batata doce, a segunda de espinafres e algumas nozes, a terceira da mistura de queijos e ovo. Termine com pão ralado e leve ao forno cerca de 35 mins ou até estar bem dourada.
Antes de servir, espalhe pelo topo algumas folhas de rúcula, nozes e lascas de parmesão.

Nota: se tiver tempo, pode assar a abóbora e a batata doce e fazer o puré do recheio com estes legumes assados.


The Autumn I love finally settled in with pomp and circumstance, including on our guests’ recipes. Today’s guest post comes from Teresa’s talented hands, with the stamp of her Lume Brando, blog that I religiously follow and that always made me think of its mentor as someone so delicate and special as the cakes she shares with us. And I was right. Teresa is not only delicate and special, she’s also nice, funny and a great chatter. And when two talkative girls get together, you can only imagine!

***

A pie with Autumn Mediterranean flavors, made with affection while thinking of Ondina and her Coentros&Rabanetes.

If, some years ago, someone told me that one day I would meet many food bloggers that I follow, I would reply it would be highly unlikely: because I’m skeptical about virtual friendships, because I’m shy, insecure, because I had never thought that in show-cookings or workshops my part could be other than the one of attendant, because I don’t take the blog too seriously.
But life has this thing called surprise.
And, lately, the good surprises have been changing my opinion about meeting the people behind the blogs and comments they leave on my blog.
Ondina, or should I say Joana, is one of the food bloggers that I recently met and we had this bond from the beginning. We’re both crazy about tableware and props (actually this is kind of a common things amongst food bloggers that enjoy photography), about magazines and cookbooks and I think we could stay chatting for hours while exchanging addresses and infos for shops, antiques, markets, book links, and gadgets. But because we don’t want nor can go pauper and bonkers about it, we have been controlling ourselves, right Ondina?
I was truly happy when I got the invitation for a guest post at Coentros&Rabanetes, inspired by Mediterranean cuisine. If doing a guest post already was an honor, doing it under such Mediterranean inspiration would be a real pleasure.
And that’s how this pie, with ricotta, pumpkin, sweet potato and spinach, sprinkled with parmesan and arugula, was born. Some ingredients came from my shopping at Mercado de Sabores do Continente / Porto.come (an event where I got to chat a bit more with Ondina, or better saying, Joana), like the pumpkin and the square pie dish that, as soon as I lay my eyes on it, at César Castro’s stall, I knew I had to buy it!

Going back to the start of this post, and after having met so many great and inspiring people of the food bloggers “underworld”, from which Joana (that by now you already guessed that Ondina is just a nickname) is a perfect example, it comes to my mind the famous sentence by Julia Child: “the people who love to eat, are always the best people". And who am I to disagree with Mrs Child.


Ricotta, pumpkin and sweet potato pie
(inspired by a Lorraine Pascale’s lasagna)

For the dough
250g all purpose flour

125g cold butter

2 small eggs
1 pinch of salt

For the filling
250g ricotta cheese
1/2 package of Philadelphia-type cheese
2 eggs
1 handful of fresh spinach leaves
250g boiled and peeled sweet potato
300g deseeded and peeled pumpkin
1 large onion (used a purple)
3 garlic cloves
Freshly ground pepper
Mix of salt and Mediterranean herbs (used from Margão)
1/4 glass white wine
EVOO
Breadcrumbs (optional)
Arugula
Nuts
Freshly grated parmesan


Wash thoroughly the potatoes and boil them in water with salt for about 30 mins (the time will depend on the potatoes size).
Prepare de dough: in a bowl place the flour, salt, butter in cubes and the eggs.
Work with the tips of your fingers until you have a soft and uniform dough. If the dough is sticky, add a bit more flour. Keep, in the fridge, wrapped in cling film.
In a frying pan, heat the onion and garlic in evoo until golden. Add the pumpkin sliced in small cubes and cook. When the potatoes are cooked and peeled (leave to cool down before peeling!), add them to the pumpkin. Cook for a bit more and add the wine.
Season with the mix of salt and herbs, with pepper and, if necessary, a bit more salt. Cook in a low-medium heat until all ingredients are soft. Check the seasoning and remove from the stove. Mash until you have a rough puree and leave to cool down.
Meanwhile, line the pie dish with the dough (you can use the leftovers for other pies, savory or sweet), prick with a fork and leave in the fridge for 30mins.
Prepare the filling by mixing the cheeses with the eggs. Keep aside.
Pre-heat the oven at 180º C.
Cover the pie dough with beans or proper weights for baking and put in the oven for about 10-15mins for pre-cooking.
Remove and fill: the first layer is the potato and pumpkin puree, the second is spinach and some nuts and the third is the egg and cheese mix. Top with breadcrumbs and return to the oven for 35mins, or until golden.
Before serving, sprinkle with arugula, nuts and parmesan shreds.

Note: if you have time, roast and the pumpkin and the potatoes for the puree.


Obrigada Teresa, pela receita inspiradora e pelas fotos lindas! Thank you so much Teresa, for the inspiring recipe and beautiful photos!

domingo, 13 de outubro de 2013

Esparguete cor de rosa | Pink spaghetti


(scroll down for English)

É bom quando a cor invade a vida. Nas folhas das árvores, no céu pintalgado de nuvens, no casario da cidade. Dentro de casa as cores aconchegam e confortam, quer seja através de pequenos detalhes ou de outros bem mais evidentes. Mas se há algo onde as cores ganham outra vida e dimensão é no prato. Porque também comemos com os olhos!
O pesto de beterraba foi uma descoberta que veio para ficar. Depois de muitas pesquisas online, acabei por fazer a minha receita e estou mortinha por experimentar com avelãs em vez de nozes.
Surpresa das surpresas, não sabe a beterraba, portanto é perfeito mesmo para aqueles que torcem o nariz a esta herbácea!


Esparguete cor de rosa

400g de beterraba cozida, em cubos
1 chávena de nozes partidas
1 dente de alho, grande
1 lima (sumo)
1 chávena de queijo da ilha ralado
Azeite qb
Sal e pimenta (5 bagas) moída na hora
500g de esparguete
2 queijos de cabra Bilores, esboroados
Pistácios ralados

Para preparar o pesto, colocar a beterraba, as nozes, o alho, o sumo da lima e o queijo num processador de alimentos. Pulsar 3 ou 4 vezes e depois deixar a processar em velocidade baixa enquanto se adiciona o azeite. Parar quando se obtiver a consistência desejada. Colocar metade da quantidade do pesto no frigorífico e reservar a outra metade para utilizar.
Entretanto, cozer a massa em água abundante com sal. Escorrer a massa, devolver ao tacho e misturar bem com o pesto - a massa vai absorver a cor da beterraba por completo!
Servir polvilhada com o queijo de cabra, os pistácios e mais pimenta ralada na hora.


It's wonderful when color invades life. On the tree leaves, in the cloudy sky, on the city skyline. Indoors the colors cuddle and comfort, wether through small or larger details. But if there's a place where colors have another dimension, it's on the plate. Because we also eat with our eyes!
Beetroot pesto was a great finding and it's here to stay. After searching online for recipes, I ended up with one of my own and I'm also looking forward to try it with hazelnuts instead of walnuts.
The biggest of the suprises it that this pesto does not taste of beetroot so it's perfect even for those who are not very fond of this herbaceous!


Pink spaghetti

400g boiled beetroot, cubed
1 cup crumbled walnuts
1 large garlic clove
1 lime (juice)
1 cup grated Azorean cheese
Evoo
Salt and pepper (5 berries) freshly ground
500g spaghetti
2 goat hard cheeses, crumbled
Grated pistachios

For the pesto, place the beetroot, garlic clove, lime juice and cheese in a food processor. Pulse 3 or 4 times and then blend in a medium-slow speed while adding the evoo. Stop when you have the desired consistency. Divide the pesto in two: reserve one half in the fridge to use on another day and the other half to use immediatly.
Meanwhile, cook the spaghetti in boiling water with salt. Drain, return to the pan and mix with the pesto - the spaghetti will absorve the pink color!
Serve topped with the crumbled goat cheese, sprinkled with the pistachios and seasoned with more freshly ground pepper.


domingo, 14 de abril de 2013

Pão integral de espelta e aveia com sultanas e nozes | Spelt and oatmeal whole bread with sultanas and walnuts



(scroll down for English)

Uma daquelas tardes. Em que o sol espreita por entre as nuvens. Por vezes sorri em todo o seu esplendor. Por vezes esconde-se sorrateiro atrás de uma nuvem de algodão. Dou por mim a pensar na simplicidade das coisas. Um chá quente. Sempre. Em qualquer altura do ano. É algo que me deixa feliz. Um pão. Misturas de farinhas. Combinação de vários ingredientes. Doce ou salgado. A primeira fatia que se corta e revela que tudo correu bem. É algo que me deixa feliz. Um vaso de flores. Cores e aromas delicados. A sua evolução diária. É algo que me deixa feliz. 
Pão integral de espelta e aveia com sultanas e nozes
(adaptado de Simple white bread em "How to make bread" de Emmanuel Hadjiandreou )

200g de farinha T65
200g de farinha integral T150
100g de farinha integral de espelta
100g de farinha integral de aveia
12g de sal
4g de fermento activo seco
420g de água morna
80g de nozes
80g de sultanas

Numa taça pequena misturar a farinha com o sal e reservar (esta é a mistura seca). Numa outra taça (um pouco maior) pesar o fermento e adicionar-lhe a água, mexendo até o fermento estar totalmente dissolvido (esta é a mistura líquida). Adicionar a mistura seca à mistura líquida, misturando com uma colher de pau e depois com as mãos até obter uma massa. Com um salazar, limpar as paredes da taça. Tapar com a taça da mistura seca e reservar por 10 mins.
Findo esse tempo, a massa está pronta a ser trabalhada. Mantendo-a na taça e puxar uma porção de massa e pressioná-la para o meio. Virar ligeiramente a taça e repetir o processo com outra porção de massa. Repetir mais 8 vezes. Este processo deverá demorar 10s e a massa deve começar a resistir. Cobrir novamente com a taça pequena e reservar por mais 10 mins. Juntar as passas e as sultanas. Repetir os 10s de amassar e esperar 10 mins mais 2 vezes. No final da 3ª fase de amassar, a massa deverá estar macia. Amassar a massa uma 4ª vez, sendo que a massa deve estar uma bola macia. Cobrir novamente com a taça pequena e deixar levedar durante 1h.
Quando a massa tiver dobrado de volume, socar gentilmente para libertar o ar. Colocar a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e puxar um dos lados para o centro. Repetir com o lado oposto de forma a que a massa se vá alongado até ter o tamanho da forma. Colocar na forma, polvilhar com um pouco de farinha, fazer os cortes com uma faca afiada e cobrir com uma taça ou com um saco de plástico (insuflado) e deixar levedar por 30-45mins até ter dobrado de volume.
Quando faltarem 20 mins para a massa terminar de levedar, ligar o forno a 240º C no modo ventoinha e colocar um tabuleiro no fundo. Colocar o pão no forno, deitar um copo (cerca de 500ml) água no tabuleiro e reduzir a temperatura para 200º C durante 35mins. Findo esse tempo, retirar o pão do forno, bater no seu fundo e se o som for oco o pão está cozido. Caso contrário, retornar ao forno por mais uns mins. Deixar o pão arrefecer sobre uma rede. Esta receita faz um pão de 1kg.
One of those afternoons. When the sun shines through the clouds. Sometimes it smiles in all its splendour. Sometimes it hides behind a fluffy cotton cloud. I find myself thinking about the simplicity of things. A warm cup of tea. Always. At any time of the year. It's something that makes me happy. A bread. Combos of different flours. The variety of the ingredients. Sweet or savoury. The first slice that reveals all went well. It's something that makes me happy. A pot with flowers. Delicate colours and scents. Its daily evolution. It's something that makes me happy.


Spelt and oatmeal whole bread with sultanas and walnuts
(adapted from Simple white bread in "How to make bread" by Emmanuel Hadjiandreou )

200g strong bread flour
200g whole wheat flour
100g whole spelt flour
100g whole oatmeal flour
12g salt
4g active dry yeast
420g warm water
80g sultanas
80g walnuts

In one (smaller) bowl mix the flour and salt (dry mixture). In another (larger) bowl weigh out the yeast, add the water and mix until the yeast is dissolved (wet mixture). Add the dry misture to the wet mixture and mix them together with a wodden spoon until they come together to form a dough. Cover with the smaller bowl and let stand for 10mins.
Afterwards, knead gently by pulling a portion of dough up from the side and by pressing it into the middle. Turn the bowl slighty and repeat the process with another portion of dough. Repeat another 8 times (the whole thing should take about 10sec) and the dough should start to resist. Cover again and let stand for 10mins. Add the sultanas and walnuts. Repeat the 10sec kneading process 2 times more. At the end of the 3rd kneading the dough should be beautifully smooth. Repeat the 10sec kneading one 4th time, cover with the bowl and let rise for 1h.
When the dough has doubled in volume, punch it down with your fist to release the air.
Remove the ball of dough from the bowl, place on a lightly floured work surface and fold onde edge over into the midle. Fold the oposite edge over to the midle and keep doing it until the loaf has a sausage shape the same size as the tin. Turn the loaf over and place in the prepared baking tin. Dust with flour, make some incision in the dough with a sharp knife, cover with a bowl and let rise for 30 to 45mins.
About 20mins before baking, preheat the oven to 240º C with a roasting pan placed at the bottom. When the dough has finished rising, place it in the oven, pour a glass of water (circa 500ml) onto the hot roasting pan and lower the temperature to 200º C. Bake the bread for about 35mins or until golden brown. To check if the bread is baked tip it upside down and tap the bottom - if it sounds hollow it's ready. If not, return to the oven for a few more mins. Let the bread cool in a wire rack before slicing.

domingo, 27 de janeiro de 2013

Pão de nozes pecan e sultanas

Hoje é Domingo. E com o tempo invernoso que está lá fora sabe bem ficar em casa, a ouvir a chuva reclamar da vida enquanto os pingos se esborracham em toda e qualquer superfície. Por ser Domingo, fazem alguns dos preparativos que facilitam a vida durante a semana. Os iogurtes já estão na iogurteira e mais logo a tarde vai ser passada com um bom filme ou livro, um chá bem quente e aromático e com os movimentos relaxantes que nos vão dar a fornada de pães para esta semana.
Pão de nozes pecan e sultanas
(adaptado de "How to make bread" de Emmanuel Hadjiandreou)

70g de nozes pecan, picadas
70g de sultanas
400g de farinha T65
100g de farinha integral T150
10g de sal
4g de fermento activo seco
360g de água morna

Numa taça pequena misturar a farinha com o sal e reservar (esta é a mistura seca). Numa outra taça (um pouco maior) pesar o fermento e adicionar-lhe a água, mexendo até o fermento estar totalmente dissolvido (esta é a mistura líquida). Adicionar a mistura seca à mistura líquida, misturando com uma colher de pau e depois com as mãos até obter uma massa. Com um salazar, limpar as paredes da taça. Tapar com a taça da mistura seca e reservar por 10 mins.
Findo esse tempo, a massa está pronta a ser trabalhada. Mantendo-a na taça, adicionar as pecans e sultanas e puxar uma porção de massa e pressioná-la para o meio. Virar ligeiramente a taça e repetir o processo com outra porção de massa. Repetir mais 8 vezes. Este processo deverá demorar 10s e a massa deve começar a resistir. Cobrir novamente com a taça pequena e reservar por mais 10 mins. Repetir os 10s de amassar e esperar 10 mins mais 2 vezes. No final da 3ª fase de amassar, a massa deverá estar macia. Amassar a massa uma 4ª vez, sendo que a massa deve estar uma bola macia. Cobrir novamente com a taça pequena e deixar levedar durante 1h.
Quando a massa tiver dobrado de volume, socar gentilmente para libertar o ar. Colocar a massa numa superfície ligeiramente enfarinhada e puxar um dos lados para o centro. Repetir com o lado oposto de forma a que a massa se vá alongado até ter o tamanho da forma. Colocar na forma, polvilhar com um pouco de farinha, fazer os cortes com uma faca afiada e cobrir com uma taça ou com um saco de plástico (insuflado) e deixar levedar por 30-45mins até ter dobrado de volume.
Quando faltarem 20 mins para a massa terminar de levedar, ligar o forno a 240º C no modo ventoinha e colocar um tabuleiro no fundo. Colocar o pão no forno, deitar um copo (cerca de 500ml) água no tabuleiro e reduzir a temperatura para 200º C durante 35mins. Findo esse tempo, retirar o pão do forno, bater no seu fundo e se o som for oco o pão está cozido. Caso contrário, retornar ao forno por mais uns mins. Deixar o pão arrefecer sobre uma rede. Esta receita faz um pão de 1kg.
Today it's Sunday. And with the wintery weather outside it's really nice to stay at home, listening the rain complaining about life while her drops flatten on each and every surface. Because it's Sunday, some tasks are made in advance, in order to make our life easy during the week. The yoghurts are already incubating inside the yoghurt machine and later on the afternoon will be spent in the company of a good film or book, a warm and aromatic tea and with the relaxing moves that will shape the bread loaves for this week.
Pecan raisin bread
(adapted from "How to make bread" by Emmanuel Hadjiandreou)

70g pecans, chopped
70g sultanas
400g strong bread flour
100g whole wheat flour
10g salt
4g active dry yeast
360g warm water

In one (smaller) bowl mix the flour and salt (dry mixture). In another (larger) bowl weigh out the yeast, add the water and mix until the yeast is dissolved (wet mixture). Add the dry misture to the wet mixture and mix them together with a wodden spoon until they come together to form a dough. Cover with the smaller bowl and let stand for 10mins.
Afterwards, add the pecans and sultanas and knead gently by pulling a portion of dough up from the side and by pressing it into the middle. Turn the bowl slighty and repeat the process with another portion of dough. Repeat another 8 times (the whole thing should take about 10sec) and the dough should start to resist. Cover again and let stand for 10mins. Repeat the 10sec kneading process 2 times more. At the end of the 3rd kneading the dough should be beautifully smooth. Repeat the 10scc kneading one 4th time, cover with the bowl and let rise for 1h.
When the dough has doubled in volume, punch it down with your fist to release the air.
Remove the ball of dough from the bowl, place on a lightly floured work surface and fold onde edge over into the midle. Fold the oposite edge over to the midle and keep doing it until the loaf has a sausage shape the same size as the tin. Turn the loaf over and place in the prepared baking tin. Dust with flour, make some incision in the dough with a sharp knife, cover with a bowl and let rise for 30 to 45mins.
About 20mins before baking, preheat the oven to 240º C with a roasting pan placed at the bottom. When the dough has finished rising, place it in the oven, pour a glass of water (circa 500ml) onto the hot roasting pan and lower the temperature to 200º C. Bake the bread for about 35mins or until golden brown. To check if the bread is baked tip it upside down and tap the bottom - if it sounds hollow it's ready. If not, return to the oven for a few more mins. Let the bread cool in a wire rack before slicing.

segunda-feira, 6 de agosto de 2012

Risotto de beterraba e queijo de cabra

Um desejo em forma de pedido. Uma refeição preparada para satisfazer uma gula. Dos sabores que já são bem conhecidos mas apresentados de forma diferente. Um risotto com as cores do amor. Dele para mim :)
Risotto de beterraba com queijo de cabra
(adaptado de 200 Receitas Cozinha Vegetariana)

Chefes, à faca....

350g beterraba cozida
1 caldo de legumes
1 cebola picada
2 dentes de alho
2 c. chá de tomilho picado
300g arroz arborio
125ml de vinho tinto
100g de queijo de cabra de pasta mole aos cubos
100g de nozes trituradas
Azeite
Sal 
Pimenta preta

Numa frigideira de grandes dimensões com azeite quente adicionar a cebola, o alho, o tomilho, o sal, a pimenta e cozinhar em lume brando mexendo de vez em quando e até a cebola se encontrar macia e dourada. Acrescentar o arroz e mexer até os grãos se encontrarem cristalinos. Adicionar o vinho e deixar ferver até o mesmo ter sido absorvido. Juntar a beterraba em cubinhos e mexer bem.
Adicionar 150ml do caldo de legumes e mexer bem (em lume médio), continuar a adicionar o caldo em pequenas porções à medida que o mesmo é absorvido. Repetir o processo até o arroz se encontrar bem cozido.
Em lume baixo adicionar as nozes e o queijo, mexendo bem até o queijo estar derretido. 
Bom trabalho Chefe e bom apetite!!!


Receita por VelSatis

terça-feira, 17 de julho de 2012

Granola caseira e um batido para um pequeno almoço de fim de semana


Dos sabores favoritos: chocolate e manteiga de amendoim. Poderia ser quase considerado um vício. Como tantos outros vícios alimentares de coisas que em casa nunca podem faltar (queijo feta, iogurte grego, beterraba, Reese's, pão, etc.). Mas este vício foi mais longe, conseguimos esticá-lo. Estamos em fases de teste para saber como se comporta perante os desafios (queques, iogurtes, panquecas, etc.). Até agora temos saídos vencedores deliciados. 


Batido de banana, chocolate e manteiga de amendoim

1 banana madura
300ml de leite magro
1 c. sopa de chocolate amargo em pó
1 c. sopa de manteiga de amendoim

Colocar todos os ingredientes num processador de alimentos e bater até obter uma mistura suave e cremosa.


Granola caseira de chocolate negro e manteiga de amendoim
(adaptado de A Little Bit Crunchy A Little Bit Rock and Roll: Dark Chocolate Granola with Peanut Butter)

8 chávenas de flocos de aveia
5 c. sopa de açúcar mascavado escuro
5 c. sopa de mel escuro
6 c. sopa de sumo de amora
1 c. sopa de óleo de sésamo
1 c. sopa de óleo de amendoim
1 c. sopa de manteiga de amendoim
4 quadrados de chocolate negro
4 mão cheia de amendoins/nozes/avelãs/amêndoa palitada
2 c. sopa de sementes de linhaça
2 c. sopa de sementes de sésamo
2 c. sopa de sementes de girassol
2 c. sopa de gérmen de trigo
1 pitada de flor de sal

Aquecer o forno a 140ºC. Numa panela deitar o açúcar , o mel, o sumo, o sal, os óleos, a manteiga de amendoim e o chocolate e deixar levantar fervura para derreter o açúcar e o chocolate. Retirar do lume e misturar os restantes ingredientes, envolvendo bem. Espalhar num tabuleiro untado com óleo vegetal e levar ao forno durante 1h, mexendo de 15 em 15 mins. Deixar arrefecer e guardar num recipiente hermético.


terça-feira, 31 de janeiro de 2012

Fool(e) de limão, iogurte grego e nozes


Não é bem uma sobremesa mas sim uma sugestão. Versátil, pois podemos utilizar as combinações que quisermos. Um Fool de fruta (ou foole) tradicional consiste em misturar puré de fruta com chantilly, açúcar e um aromatizante. Neste caso pode considerar-se que a sugestão que trago fica entre o Fool e o Triffle.
Simples, rápida e prática de confeccionar e muito, muito saborosa.

O Fool(e) da Ondina, com mel

Fool(e) de limão, iogurte grego e nozes

Coalhada de limão
2 iogurtes gregos naturais
Nozes partidas
Mel a gosto

Nas taças colocar uma camada de coalhada de limão. Cobrir com 1 iogurte batido por taça e polvilhar com as nozes. Adicionar mel a gosto e reservar no frigorífico até à hora de servir.

O Fool(e) do VelSatis, sem mel

Mais simples impossível :)


sexta-feira, 30 de dezembro de 2011

Bolo inglês de frutas secas e 3 gerações de mulheres


É tradição no nosso Natal. Na mesa das sobremesas está sempre um bolo inglês de frutas secas. Desde que me entendo por gente. O Natal sempre foi passado em casa da minha avó e portanto ela foi, desde sempre, a força motriz por detrás da logística natalícia e a cozinheira de serviço. E só ela é que sabia fazer as coisas melhor que ninguém, a maneira dela era a melhor. It runs in the family! 
Sempre gostei de (tentar) ajudar a minha avó e este bolo não era excepção, mas a verdade é que, a partir de determinada altura, a massa ficava tão espessa que só ela a conseguia bater. Quando a minha avó deixou de poder fazer este bolo, há poucos anos atrás, ele passou para a minha mãe, que levou consigo a forma e o fouet. Nunca saiu igual ao da minha avó, era mais macio e menos denso. Este ano a minha avó já não está entre nós e a minha mãe não pôde fazer o bolo. Passou para mim, juntamente com a sua forma e fouet, antigos e cheios de história. Senti o peso da responsabilidade ao fazer a minha sobremesa preferida no Natal. Dia 23, às 0h30, deu entrada no meu forno. E correu tudo bem, como sempre acontece com os milagres de Natal! À consoada, a minha mãe comeu uma fatia e disse "está muito parecido com o da minha mãe". Eu ia rebentando de felicidade :)


Bolo Inglês de Frutas secas

220g de açúcar amarelo RAR
220g de margarina
500g de farinha
1 colher-chá de fermento
6 ovos
100g de avelãs grosseiramente picadas
100g de miolo de noz grosseiramente picado
200g de amêndoa palitada (e mais para polvilhar)
100g de sultanas
2 cálices de vinho do Porto
Raspa e sumo de 1 limão

Amolecer a manteiga e batê-la com o açúcar até obter um creme. Adicionar os ovos, inteiros, um a um, batendo entre cada adição. Juntar a raspa e sumo do limão e por último a farinha peneirada com o fermento. Adicionar o vinho do Porto e as frutas (se quiser pode, no início, mergulhar as passas no vinho) e envolver na massa. Untar uma forma com margarina e farinha, deitar nela a massa, polvilhar com amêndoa palitada e levar a forno médio (coloquei a 200º C) durante cerca de 1h30mins.


A minha mãe fazia o dobro da receita e enchia esta forma de buraco e uma de bolo inglês. Também utilizava raspa e sumo de laranja, em vez do limão, e apenas um cálice de vinho do Porto.


Com esta receita, que já passou por 3 gerações de mulheres desta família, participo no Passatempo "Coisas doces para saborear até ao dia de Reis" divulgado pelo Cinco Quartos de Laranja com o patrocínio da RAR.


Desejamos a todos os leitores do nosso blogue um Feliz 2012 com a promessa de voltarmos para o ano, com mais receitas, histórias, fotos e bons momentos para partilhar!

domingo, 30 de outubro de 2011

Chá para dois dedos de conversa com bolo à mistura


Este fim de semana, para além de prolongado, tem sido brindado por um sol maravilhoso que teima em brilhar e fazer florir as minhas plantas, que devem estar deliciadas da vida. Mas no passado fim de semana a história foi bem diferente! Chuva torrencial e vento frio, um tempo agreste como castigo divino. Valeu-me a visita relâmpago da querida Ana antes de regressar a Chaves. E como já não estava com a Ana há algum tempo, resolvi mimá-la com um chá e um bolo, perfeitos para o dia de Inverno que estava. Por sua vez a Ana trouxe-me maçãs da terra do pai e um frasco de mel biológico.


Bolo de banana, canela e nozes
3 bananas maduras pequenas
3 ovos
3 colheres-sopa de leite
75g manteiga líquida
175g de açúcar amarelo
200g de farinha com fermento
1 colher-chá de canela
70g de nozes
1 pitada de sal


Esmagar as bananas. De seguida adicionar os ovos previamente batidos e o leite. Acrescentar a manteiga líquida e mexer bem. Adicionar o açúcar, a farinha, a canela e o sal. Mexer bem. Por fim, envolver na massa as nozes picadas.
Colocar o preparado numa forma tipo bolo inglês (como foi utilizada forma de silicone, não foi necessário untar) e levar ao forno pré-aquecido a 180ºC durante 50 minutos.


Mal vi este bolo no blog da Laranjinha sabia que rapidamente o ia experimentar. Com leve sabor a banana e nozes é uma excelente merenda. Para a próxima vou eliminar a canela e vou trocar as nozes por pepitas de chocolate negro, pois banana e chocolate é das minhas combinações preferidas.