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sexta-feira, 13 de dezembro de 2013

Creme de legumes assados | Roasted vegetables cream


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Gostamos de comprar nos mercados locais. Frequentemente passamos pelo Bolhão, pelo mercado Portobelo, na praça Carlos Alberto, pelo O Berdinho, no CC Bombarda e mais raramente pelo mercado do Parque da Cidade. O sábado é, portanto, dia de mercado. Numa dessas tardes, com frio mas muito, muito sol, trouxemos do mercado Portobelo uma pastinaga enorme! E claro, a cabeça começou a fervilhar de ideias com todas as possibilidades. Mas por fim lá me decidi: um assado de legumes. Pastinagas, abóbora, batata, beterraba e alho juntamente com as nossas adoradas alheiras do Barroso. O que sobrou dos legumes assados teve um destino igualmente delicioso :)


Creme de legumes assados

1 pastinaga grande, descascada
500g de abóbora, descascada
1 kg de batata, descascada
2 beterrabas grandes, descascadas
2 dentes de alho grandes, com casca
Tomilho seco
Pimentão doce
Sal e pimenta moída na hora
Azeite
Oregãos

Cortar todos os legumes em cubos aproximadamente do mesmo tamanho, polvilhar com pimentão doce e tomilho seco, temperar com sal grosso e pimenta moída na hora. Regar com um bom azeite e levar ao forno, num tabuleiro fundo, a 200º C durante cerca de 45 mins, ou até os legumes estarem cozinhados e douradinhos. A meio do tempo foram colocadas as 2 alheiras do Barroso.
Colocar num tacho (ou no Soup Maker) os legumes assados que sobrarem com água a gosto. Bater até se obter um creme macio e homogéneo. Rectificar os temperos polvilhar com oregãos e servir.
Nota: pode também fazer-se puré, adicionando ou menos água ou então substituindo essa pouca água por leite.

Aproveitamos assim para participar no passatempo promovido pelo Clavel's Cook :)


We like to buy locally. We frequently visit Bolhão, Portobelo Market, at Carlos Alberto Square, O Berdinho, at Miguel Bombarda shopping centre, and, once in a while, the market at Parque da Cidade. Saturday is, therefore, market day. In one of those afternoons, cold but really sunny, we brought a large parsnip from Portobelo Market! And, obviously, my head was going like crazy with the endless possibilities. In the end we came to a decision: roasted vegetables. Parsnip, pumpkin, potatoes, beets and garlic, together with our beloved alheiras from Barroso. What was left from the roasted vegetables got an equally delicious end :)


Roasted vegetables cream

1 large parsnip, peeled
500g pumpkin, peeled
1 kg potato, peeled
2 large beets, peeled
2 large garlic cloves, unpeeled
Dried thyme
Sweet paprika
Salt and freshly ground pepper
EVOO
Dried oregano

Cut the vegetables in cubes with similar size, sprinkle with the thyme and paprika, season with salt and pepper. Drizzle with a good evoo and put the tray in the pre-heated oven at 200º C for about 45mins or until the vegetables are tender and golden. Mid way through the 2 alheiras where placed in the tray.
Place the remaining roasted vegetables in a saucepan (or in the Soup Maker) with water to taste. Blitz until there's a soft and homogenous cream. Adjust the seasoning, sprinkle with oregano and serve.
Note: the vegetables can be pureed instead - add less water and/or substitute the small amount of water by milk.

With this recipe we apply to Clavel's Cook giveaway :)


***

Relativamente ao desafio proposto para o nosso aniversário, aqui ficam os corajosos que partilharam connosco os seus bastidores:

O resultado do sorteio:


Parabéns Raquel do blogue Amor às Camadas, envia-nos a tua morada por email para que possamos enviar o presente personalizado.
Obrigada a todas pela vossa participação, adoramos conhecer os vossos "estúdios de trazer por casa" :)

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Guest post: Tarte de ricotta, abóbora e batata doce | Ricotta, pumpkin and sweet potato pie


(scroll down for English)

O Outono que adoro instalou-se com pompa e circunstância, inclusive nas receitas dos nossos convidados. O guest post de hoje chega-nos pelas mãos talentosas da Teresa, com o carimbo do seu Lume Brando, blogue que sigo faz tempo e que me sugeria que a sua mentora fosse uma pessoa tão delicada e especial como os lindos bolos que partilha connosco. E não me enganei. A Teresa, para além de delicada e especial, é simpatica, divertida e uma excelente conversadora. E quando duas matracas se juntam, já sabem, a conversa dá pano para mangas!

***

Uma tarte com sabores mediterrânicos de Outono, feita com carinho a pensar na Ondina e no seu Coentros&Rabanetes.

Se há uns anos me tivessem dito que um dia iria conhecer pessoalmente muitos dos autores dos blogs de cozinha que vou acompanhando, teria respondido que isso era altamente improvável: por ser céptica em relação a amizades iniciadas através de um computador, por ser tímida, por ser insegura, por nunca ter imaginado que em showcookings ou workshops o meu papel pudesse ser outro que não o de participante, por não levar o blog demasiado a sério.
Mas a vida tem essa coisa chamada surpresa. 
E nos últimos tempos, fruto de boas surpresas, tenho vindo a mudar a minha opinião acerca de conhecer pessoalmente quem está por detrás dos blogs que sigo ou dos comentários que me deixam.
A Ondina (ou direi antes, a Joana) foi uma das food bloggers que conheci recentemente, e com quem desde o início criei uma enorme empatia. Somos ambas doidas por loiça e props (na verdade, é uma característica comum a todos os que têm um blog de cozinha e gostam de investir um pouco na componente fotográfica), por revistas e livros de culinária, e acho que podíamos ficar horas no chat a trocar moradas e indicações para lojas, antiquários e feiras de velharias, links para livros e gadgets de cozinha. Mas como não queremos e não podemos cometer loucuras, temo-nos controlado, não é Ondina?
Fiquei por isso muito contente quando recebi o seu convite para um guest post no Coentros&Rabanetes, inspirado na cozinha mediterrânica. Se fazer um guest post era uma honra, fazê-lo sob inspiração mediterrânica seria um prazer. 
E foi assim que surgiu esta tarte de ricotta, abóbora e batata doce, enriquecida com espinafres, que levou ainda rúcula e parmesão no momento de servir. Feita com algumas das compras que fiz no Mercado de Sabores do Continente / Porto.Come (evento onde pude conversar mais um bocadinho com a Ondina, ou melhor, a Joana), como a abóbora e a tarteira quadrada, que mal avistei na banca da César Castro soube que tinha de trazê-la comigo!

Voltando ao início do post, e depois de ter conhecido tanta gente fantástica e inspiradora ligada a este submundo dos blogs de cozinha, de que a Joana (a esta hora já perceberam que Ondina é um nickname) é um exemplo perfeito, vem-me à memória a famosa frase de Julia Child: "the people who love to eat, are always the best people". E quem sou eu para discordar da senhora dona Julia.


Tarte de ricotta, abóbora e batata doce
(inspirada numa lasanha de Lorraine Pascale)

Para a massa
250g de farinha sem fermento

125g de manteiga ou margarina fria

2 ovos pequenos
1 pitada de sal fino

Para o recheio
250g de queijo ricotta
1/2 embalagem de queijo tipo Philadelphia
2 ovos
1 mão cheia de folhas de espinafres frescos
250g de batata doce cozida e descascada
300g de abóbora bolina limpa e descascada
1 cebola grande (usei roxa)
3 dentes de alho
Pimenta preta acabada de moer
Mistura de Sal c/ Ervas do Mediterrâneo (usei da Margão)
1/4 de copo de vinho branco
Azeite
Pão ralado (opcional)
Rúcula
Nozes
Parmesão ralado na hora


Lave bem as batatas doces e coza-as em água com sal durante cerca de 30 minutos (o tempo vai depender do tamanho das batatas).
Prepare a massa: numa taça coloque a farinha, o sal, a manteiga fria cortada em cubos e os ovos.
Amasse com as pontas dos dedos até obter uma massa uniforme e macia. Se achar que está a colar, junte um pouco mais de farinha. Reserve, embrulhada em película aderente, se possível no frigorífico.
Numa sertã, leve ao lume num fundo de azeite a cebola e os alhos picados. Deixe alourar bem e junte a abóbora cortada em pequenos pedaços. Deixe cozinhar e quando a batata doce tiver cozida e descascada (deixe arrefecer antes de fazê-lo!), junte-a à abóbora. Deixe cozinhar um pouco e refresque com o vinho branco.
Tempere com a mistura de sal e ervas do Mediterrâneo, pimenta preta acabada de moer e mais sal se achar necessário. Deixe cozinhar em lume brando até os ingredientes estarem bem macios. Rectifique os temperos e retire do lume. Com um espremedor manual de batatas, amasse até obter um puré grosseiro e deixe arrefecer.
Entretanto forre uma tarteira com a massa (vai sobrar massa que poderá usar para outras receitas, inclusivamente doces), pique-a e leve-a ao frigorífico cerca de 30 mins.
Prepare o recheio, misturando os queijos com os ovos. Reserve.
Pré-aqueça o forno nos 180º C.
Encha a tarteira com feijões ou pesos próprios para cozedura e leve ao forno cerca de 10-15 mins para uma pré-cozedura.
Retire e recheie: a primeira camada será de puré de abóbora e batata doce, a segunda de espinafres e algumas nozes, a terceira da mistura de queijos e ovo. Termine com pão ralado e leve ao forno cerca de 35 mins ou até estar bem dourada.
Antes de servir, espalhe pelo topo algumas folhas de rúcula, nozes e lascas de parmesão.

Nota: se tiver tempo, pode assar a abóbora e a batata doce e fazer o puré do recheio com estes legumes assados.


The Autumn I love finally settled in with pomp and circumstance, including on our guests’ recipes. Today’s guest post comes from Teresa’s talented hands, with the stamp of her Lume Brando, blog that I religiously follow and that always made me think of its mentor as someone so delicate and special as the cakes she shares with us. And I was right. Teresa is not only delicate and special, she’s also nice, funny and a great chatter. And when two talkative girls get together, you can only imagine!

***

A pie with Autumn Mediterranean flavors, made with affection while thinking of Ondina and her Coentros&Rabanetes.

If, some years ago, someone told me that one day I would meet many food bloggers that I follow, I would reply it would be highly unlikely: because I’m skeptical about virtual friendships, because I’m shy, insecure, because I had never thought that in show-cookings or workshops my part could be other than the one of attendant, because I don’t take the blog too seriously.
But life has this thing called surprise.
And, lately, the good surprises have been changing my opinion about meeting the people behind the blogs and comments they leave on my blog.
Ondina, or should I say Joana, is one of the food bloggers that I recently met and we had this bond from the beginning. We’re both crazy about tableware and props (actually this is kind of a common things amongst food bloggers that enjoy photography), about magazines and cookbooks and I think we could stay chatting for hours while exchanging addresses and infos for shops, antiques, markets, book links, and gadgets. But because we don’t want nor can go pauper and bonkers about it, we have been controlling ourselves, right Ondina?
I was truly happy when I got the invitation for a guest post at Coentros&Rabanetes, inspired by Mediterranean cuisine. If doing a guest post already was an honor, doing it under such Mediterranean inspiration would be a real pleasure.
And that’s how this pie, with ricotta, pumpkin, sweet potato and spinach, sprinkled with parmesan and arugula, was born. Some ingredients came from my shopping at Mercado de Sabores do Continente / Porto.come (an event where I got to chat a bit more with Ondina, or better saying, Joana), like the pumpkin and the square pie dish that, as soon as I lay my eyes on it, at César Castro’s stall, I knew I had to buy it!

Going back to the start of this post, and after having met so many great and inspiring people of the food bloggers “underworld”, from which Joana (that by now you already guessed that Ondina is just a nickname) is a perfect example, it comes to my mind the famous sentence by Julia Child: “the people who love to eat, are always the best people". And who am I to disagree with Mrs Child.


Ricotta, pumpkin and sweet potato pie
(inspired by a Lorraine Pascale’s lasagna)

For the dough
250g all purpose flour

125g cold butter

2 small eggs
1 pinch of salt

For the filling
250g ricotta cheese
1/2 package of Philadelphia-type cheese
2 eggs
1 handful of fresh spinach leaves
250g boiled and peeled sweet potato
300g deseeded and peeled pumpkin
1 large onion (used a purple)
3 garlic cloves
Freshly ground pepper
Mix of salt and Mediterranean herbs (used from Margão)
1/4 glass white wine
EVOO
Breadcrumbs (optional)
Arugula
Nuts
Freshly grated parmesan


Wash thoroughly the potatoes and boil them in water with salt for about 30 mins (the time will depend on the potatoes size).
Prepare de dough: in a bowl place the flour, salt, butter in cubes and the eggs.
Work with the tips of your fingers until you have a soft and uniform dough. If the dough is sticky, add a bit more flour. Keep, in the fridge, wrapped in cling film.
In a frying pan, heat the onion and garlic in evoo until golden. Add the pumpkin sliced in small cubes and cook. When the potatoes are cooked and peeled (leave to cool down before peeling!), add them to the pumpkin. Cook for a bit more and add the wine.
Season with the mix of salt and herbs, with pepper and, if necessary, a bit more salt. Cook in a low-medium heat until all ingredients are soft. Check the seasoning and remove from the stove. Mash until you have a rough puree and leave to cool down.
Meanwhile, line the pie dish with the dough (you can use the leftovers for other pies, savory or sweet), prick with a fork and leave in the fridge for 30mins.
Prepare the filling by mixing the cheeses with the eggs. Keep aside.
Pre-heat the oven at 180º C.
Cover the pie dough with beans or proper weights for baking and put in the oven for about 10-15mins for pre-cooking.
Remove and fill: the first layer is the potato and pumpkin puree, the second is spinach and some nuts and the third is the egg and cheese mix. Top with breadcrumbs and return to the oven for 35mins, or until golden.
Before serving, sprinkle with arugula, nuts and parmesan shreds.

Note: if you have time, roast and the pumpkin and the potatoes for the puree.


Obrigada Teresa, pela receita inspiradora e pelas fotos lindas! Thank you so much Teresa, for the inspiring recipe and beautiful photos!

quarta-feira, 22 de maio de 2013

O pão e as repetições da vida | Bread and the repetitions in life


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Nunca se deve voltar aos sítio onde se foi feliz. Discordamos. Em absoluto. Porque podemos voltar aos sítios onde já fomos felizes e sê-lo ainda mais. Porque se há momentos que queremos esquecer a todo o custo, outros há que queremos reviver ou até melhorar. E com a comida, aí sim, é impossível não querer voltar aos sabores que fizeram as nossas delícias. Certo que nenhuma repetição é clone da anterior, mas queremos sempre voltar a saborear esta ou aquela, ou a outra ou as muitas (infindáveis!) receitas que nos fizeram felizes. E este pão que muda vidas não é excepção. É, sim, para repetir em loop!


Life-changing loaf of bread

70g sementes de girassol
70g sementes de abóbora
90g sementes de linhaça
65g avelãs
145g flocos de aveia
2 c.sopa de sementes de chia
3 c.sopa de psilio em pó
1 c.chá de sal fino
1 c.sopa de geleia de agave
3 c.sopa de azeite frutado
350ml água

Numa forma de silicone misturar bem todos os ingredientes secos. Misturar a geleia, o azeite e a água adicionando depois aos ingredientes secos. Misturar muito bem até estarem todos demolhados e a massa começar a ficar espessa (se ficar espessa demais para continuar a misturar, adicionar 1 ou 2 c.chá de água). Alisar o topo com as costas da colher e reservar durante 24h (ou um mínino de 2h - para se ter a certeza que a massa está pronta, esta deve reter o formato sempre que se puxar os lados da forma de silicone).
Pré-aquecer o forno a 180º C. Colocar a forma no centro do forno durante 20mins. Retirar o pão da forma, colocá-lo ao contrário directamente na grelha central do forno e cozer por mais 30-40mins. O pão está pronto quando soar a oco. Deixar arrefecer completamente antes de cortar.


You should never return to the place were you were happiest. We utterly disagree. We can return to the places where we once were happy and be even happier. Because if there are moments that we try hard to forget, other moments we wish to perpetuate of even try to improve. And when it comes to food, it is impossible not wanting to eat more of something we found delicious. Certainly none of the repetitions is exactly the same, but we'll want to taste this, or that, or the other (countless!) recipes that made us happy. And this bread is no exception. It is in fact, to repeat on and on again!


Life-changing loaf of bread

70g sunflower seeds
70 pumpkin seeds
90g flax seeds
65g hazelnuts
145g rolled oats
2 tbsp chia seeds
3 tbsp psyllium husk powder
1 tsp fine grain sea salt
1 tbsp agave syrup
3 tbsp fruity olive oil
350ml water

In a flexible, silicon loaf pan combine all dry ingredients, stirring well. Whisk maple syrup, olive oil and water together in a measuring cup. Add this to the dry ingredients and mix very well until everything is completely soaked and dough becomes very thick (if the dough is too thick to stir, add one or two teaspoons of water until the dough is manageable). Smooth out the top with the back of a spoon. Let sit out on the counter for 24h (or at least 2h). To ensure the dough is ready, it should retain its shape even when you pull the sides of the loaf pan away from it it.
Preheat oven to 180°C. Place loaf pan in the oven on the middle rack and bake for 20 mins. Remove bread from loaf pan, place it upside down directly on the rack and bake for another 30-40 mins. Bread is done when it sounds hollow when tapped. Let cool completely before slicing.

terça-feira, 26 de março de 2013

Aveludado de abóbora aromatizado com cominhos | Velvety pumpkin soup flavoured with cumins

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Se a abóbora que foi transformada na carruagem da Cinderella tivesse sido transformada numa sopa, como seria? Aveludada, com certeza, como uma manta macia que nos aquece o corpo. E perfumada, com cheirinho a Outono serpenteando à sua volta. Seria de uma cor rica e envolvente, como um por do sol no fim do Verão, ruborizado pelo fulgor do seu calor. Seria aromática, como se tivesse percorrido os recantos do mundo em busca da especiaria perfeita. Seria tudo isto e muito mais. Se a Cinderella soubesse, talvez tivesse ido a pé...
Aveludado de abóbora aromatizado com cominhos
(adaptada do livro Soup Maker, da Philips)

400g de abóbora
100g de batata
50g de cebola
1/2 c. chá de cominhos moídos
600ml de caldo de legumes
Sal e pimenta moída na hora

Colocar todos os ingredientes no copo do Soup Maker e seleccionar o programa Sopa Cremosa. Servir polvilhada com sementes de cominhos.
Nota: o livro sugere que se sirva a sopa polvilhada com queijo feta esfarelado. Desta vez não aconteceu pois o feta tinha sido utilizado na Bola de pimento, azeitonas e feta que acompanhou a sopa.
If the pumpkin that was transformed into Cinderella's carriage had been instead transformed into a soup, what it would be like? Velvety, for sure, like a soft blanket warming our body. And fragant, with a scent of Autumm revolving around it. It would be colourfully rich and engaging, like the sunset at the end of the Summer, blushed by the blaze of its warmth. It would be aromatic, as if it had travelled the world seeking for the perfect spice. It would be all of this and much more. If only Cinderella knew, maybe she would have walked instead...
Velvety pumpkin soup flavoured with cumin
(adapted from the Philips Soup Maker book)

400g pumpkin
100g potato
50g onion
1/2 tsp ground cumin
600ml vegetable stock
Salt and pepper freshly ground

Place all the ingredients in the Soup Maker and choose the Cream Soup program. Serve sprinkled with cumin seeds.
Note: the book suggests the soup to sprinkle feta cheese before serving. This time it didn't happened for the feta was used in the Pepper, olives and feta cake that sided the soup.

quinta-feira, 29 de novembro de 2012

Caçarola de grão de bico e legumes

Com os dias e noites frios, sabe bem aconchegarmo-nos numa casa quentinha, rodeados de tudo aquilo que precisamos: lareira a debitar calor, mantinha pronta no sofá, um bom vinho acompanhado por uma tábua de queijos, uma comida bem condimentada, e no fim, um chá fumegante para a menina e um café forte para o menino, rematados por uma fatia de bolo acabado de sair do forno. E se isto não é vida boa, então alguém tem que reavaliar as suas prioridades :p
Caçarola de grão de bico e legumes
(adaptado de "O livro essêncial da cozinha vegetariana")

500g de grão de bico cozido
Azeite
1 cebola grande, picada
1 dente de alho, esmagado
3 c. chá de cominhos em pó
1/4 c. chá de piri-piri
1/4 c. chá de pimenta preta
2 cenouras grandes, em pedaços
400g de tomate pelado, em lata, esmagado
350ml de caldo de legumes
500g de abóbora, em pedaços
Sal
2 c. sopa de concentrado de tomate
2 c. sopa de oregãos, secos

Num tacho médio, alourar a cebola e o alho em azeite. Juntar as especiarias, misturar bem e adicionar a cenoura até que amoleça um pouco. Deitar o tomate, a abóbora, o sal e o caldo, deixar ferver e reduzir o lume, para que cozinhe durante 20 mins. Findo esse tempo, adicionar o concentrado de tomate, os oregãos e o grão de bico, deixando cozinhar destapado para engrossar um pouco o molho. Rectificar os temperos,  se necessário, e servir com pão.

segunda-feira, 2 de abril de 2012

Risotto de Abóbora


O fim de semana foi preguiçoso. Deleitar os olhos pelas cores da Primavera que, apesar de um céu mais cinzento, encantaram tudo e todos. Passear, comprar, saborear, apreciar, descansar. Verbos que convidam ao prazer que é passar tempo com aqueles de quem mais gostamos. E porque não trazer um pouco de toda essa cor para o nosso prato? E tornar o passear, comprar saborear, apreciar e descansar ainda mais prazenteiros! 


Chefes, à faca....

300g risotto arborio
1 alho francês
1/4 pimento vermelho
1 cenoura
100g rúcula
300g abóbora
150ml vinho branco
Azeite
Sal
Pimenta
1 raminho de rosmaninho
1 folha de louro 
75g manteiga
100g parmesão


Deixar a abóbora em pedaços a cozer (o caldo).
Numa frigideira de grandes dimensões, ou wok, dourar o alho-francês. De seguida, colocar os legumes acima descritos, ou outros da sua preferência, por ordem de dureza juntamente com a abóbora, louro, rosmaninho e mexer bem. Juntar 150ml de vinho branco e deixar evaporar. Juntar, lentamente, a água em que foi fervida a abóbora até o risotto estar pronto, mexendo sempre. A cor do risotto deverá ser cristalina. Adicionar a manteiga e o parmesão até o risotto apresentar uma consistência cremosa.
Empratar. Bom trabalho Chefe e bom apetite!


Receita por VelSatiS

quarta-feira, 15 de fevereiro de 2012

Biryani de frango à minha moda


Quando um fica doente, o outro cuida. É assim. Assumido por ambos, pacto selado sem apertos de mão, sem cuspo, sem sangue derramado, sem papeis assinados. Quando um está doente, o outro atura. É assim. E tenta-se relevar o mau humor, o mau-estar, o mal geral que assiste aqueles a quem a saúde resolve tirar férias. Merecidas, diria a própria. E foi assim que nasceu a minha sugestão de hoje. Porque o Vel estava doente e era preciso cuidar, alimentar, mimar. E porque um arroz de frango não precisa de ser comida de hospital. Simples ou elaborado, com mais ou menos ingredientes, pode ser transformado numa refeição apetitosa, daquelas que faz com que a saúde interrompa as suas férias.


Biryani de frango à minha moda

2 peitos de frango
600g de abóbora
1 chávena almoçadeira de arroz basmati
1 cebola pequena
3 tomates chucha
1 dente de alho
Azeite
Sal
Polpa de tomate
1/2 c. chá de Garam Masala
1 c. chá de açafrão
2 c. chá de pasta de coentros
Amêndoa palitada

Refogar a cebola e o alho em azeite. Juntar as especiarias, misturando bem. Alourar o frango em cubos nesta mistura e adicionar a abóbora, também em cubos, o tomate em pedaços e a polpa de tomate. Deixar estufar durante 5 mins. Adicionar o arroz, juntamente com o dobro da água, e temperar com sal. Deixar cozinhar mexendo de quando em vez. Antes de o molho do arroz evaporar, incorporar os coentros e rectificar os temperos. Servir polvilhado com a amêndoa.


segunda-feira, 2 de janeiro de 2012

Beringelas recheadas com legumes assados


O ano já é novo, ou nem tanto quanto isso. A receita é antiga, ou nem tanto quanto isso. Something old, something new, e aqui vamos nós. Os legumes de um lado, a carne do outro, as ervas e especiarias ajudam a realçar sabores, a recordar momentos, a fabricar novas memórias. Esta receita é como os dias: vão e vêm, em espiral, pois embora passemos ciclicamente pelos mesmos momentos do ano, o tempo nunca se repete, nunca voltamos atrás nem por uma fracção de segundo. Assim como esta receita, que embora passe pelos pontos principais, a forma de a confeccionar nunca é a mesma.


Beringelas recheadas com legumes assados

3 batatas grandes
500g de abóbora
Tomilho
Pimentão doce
2 beringelas grandes
500g de carne picada
1 cebola média
1/4 de pimento vermelho
Vinho branco
Polpa de tomate
Sumo de 1/2 limão
1 colher-sobremesa de amido de milho
Azeite
Sal grosso
Piri-piri
1 colher-chá de noz moscada
2 colher-chá de canela
1 pitada de cravinho
Queijo feta (1 barra Dodoni)
Oregãos

Cortar as batatas e a abóbora em cubos, regar com azeite e polvilhar com o tomilho, pimentão doce e o sal. Colocar no forno a 200ºC. Entretanto, abrir as beringelas ao meio com um corte longitudinal e retirar a polpa. Num tacho, refogar a cebola com o azeite e as especiarias. Juntar o pimento e deixar amolecer. Dourar a carne no refogado, juntar a polpa das beringelas em cubinhos, um cálice de vinho, outro de polpa de tomate e deixar cozinhar. Quando a carne estiver quase pronta, diluir o amido de milho no sumo de limão, incorporar na carne e deixar ferver para espessar o molho. Rechear as beringelas com este preparado, colocar o feta em cubinhos por cima e polvilhar com oregãos. Levar ao forno a 200ºC até as taças de beringela estarem cozinhadas (entretanto pode ser necessário retirar as batatas e abóbora e reservar).



quarta-feira, 28 de dezembro de 2011

Risoto de Abóbora


Antes de mais esperamos que tenham tido um excelente Natal, rodeado de amigos, família e uma mesa saborosa. 
O meu primeiro prato "pós-natal" é mais um saboroso risotto de abóbora... salivo só de pensar no assunto!


Chefes, à faca....

300g risoto arborio
1 alho-francês
1/4 pimento vermelho
1 cenoura
100g rúcula
300g abóbora
150ml vinho branco
Azeite
Sal
Pimenta
1 raminho de rosmaninho
1 folha de louro 
75g manteiga
100g parmesão



Deixar a abóbora em pedaços a cozer (o caldo).
Numa frigideira de grandes dimensões, ou wok, dourar o alho-francês. De seguida, colocar os legumes acima descritos, ou outros da sua preferência, por ordem de dureza juntamente com a abóbora, louro, rosmaninho e mexer bem. Juntar 150ml de vinho branco e deixar evaporar. Juntar, lentamente, a água em que foi fervida a abóbora até o risotto estar pronto, mexendo sempre. A cor do risotto deverá ser cristalina. Adicionar a manteiga e o parmesão até o risotto apresentar uma consistência cremosa.
Empratar. Bom trabalho Chefe e bom apetite!


domingo, 27 de novembro de 2011

A carruagem da Cinderella...


... é um chutney de agricultura biológica!
Tudo começou com uma brincadeira. O ZeL tinha abóboras no seu mega-quintal e eu, há que Del-Rei, passava a vida a dizer-lhe que queria duas. E foi neste tu-cá-tu-lá que os dias se foram passando. Até que numa bela manhã entra o ZeL pelo meu gabinete dentro com duas abóboras giganórmicas em cima de um carrinho. Foi a risota total. As abóboras mal cabiam dentro do meu Poly Pocket!
Uma foi oferecida a uma colega que ficou igualmente encantada e a outra viajou comigo até casa para acabar congelada, em puré e em chutney. 



Chutney de abóbora
(adaptado de "Conservas", Civilização)

1kg de abóbora
350g de maçãs para cozinhar
250g de cebola
125g de sultanas
300g de açúcar amarelo claro e fino
1 colher-chá de sal
1 colher-chá de canela
1 colher-chá de coentros
1 malagueta
600ml de vinagre de cidra

Cortar a abóbora e as maçãs em pedaços e as cebolas em rodelas finas. Colocar todos os ingredientes numa panela de fundo reforçado e deixar levantar fervura lentamente, mexendo até dissolver o açúcar.




Deixar ferver em lume brando durante 2h até a colher ficar marcada no fundo da panela. No final da cozedura, mexer frequentemente para não queimar. O chutney deve ter um aspecto espesso e brilhante. Verificar os temperos, juntar mais sal se necessário e colocar em frascos esterilizados e aquecidos, sem bolhas de ar. 


Guardar em local fresco e escuro. Esperar até um mês para utilizar. Quanto mais "velho" for o chutney, mais saboroso será.

A malagueta utilizada na confecção deste chutney foi a primeira colhida dos vasos que plantamos no início da Primavera. Mais já foram colhidas e outras tantas estão a caminho! Caso para dizer que a nossa agricultura na varanda vai de vento em popa :)